2012/07/25
A crise e o dióxido de carbono

Um recente relatório sobre a evolução das emissões de CO2 emanado pela Comissão Europeia dá conta das tendências dos últimos anos nos países mais industrializados, bem como nos chamados países com economias emergentes, que é como quem diz países em crescendo de industrialização.
E o que se verifica é uma coisa espantosa: os países "desenvolvidos" do ocidente, EUA e União Europeia, desde 2008 que registam reduções das emissões de CO2 (cerca de 3%), enquanto a China, que é já o maior emissor em termos absolutos, a Índia, a Rússia, o Brasil, a Austrália e o México, registam aumentos dessas emissões nos últimos anos.
A razão apontada para a queda das emissões nos países ocidentais foi a crise desencadeada em 2008. Não há nada como a crise para reduzir as emissões de CO2. Os melancias estão calados, ou até a fazer teatro barafustando contra a crise, mas lá por dentro devem estar radiantes com os efeitos da crise.
É que a crise já fez mais pela redução das emissões de CO2 nos países "ricos" (que são aqueles que produzem o mau CO2; o CO2 chinês é que é bom) do que mil Protocolos de Quioto.
http://ec.europa.eu/dgs/jrc/index.cfm?id=1410&obj_id=15150&dt_code=NWS&lang=en&ori=MOR
manuelbras@portugalmail.pt
Etiquetas: Ambiente
2012/06/27
Rio + 20 = 0

No fim da cimeira sobre desenvolvimento sustentável, ocorrida no Rio de Janeiro, Brasil, 20 anos após uma anterior, o balanço das hostes alarmistas/catastrofistas é francamente negativo. Todos acham que as propostas e determinações, sendo as possíveis, não são vinculantes - como o poderiam ser? - e que os compromissos assumidos em matéria de acções não são suficientes, para as pretensões desses grupos.
E o que pretendem esses grupos? - perguntará o leitor. O poder de condicionar a vida - e eu diria também a morte - de pessoas, grupos e nações para levar a água ao seu moínho, ou seja, executar a sua agenda política. Se lhes perguntarem qual é a sua agenda política todos dirão que é garantir a conservação da biodiversidade, um futuro sustentável, sem fome, com uma distribuição mais equitativa dos recursos do planeta, agora que eles garantem que são cada vez mais escassos e estão quase a acabar, do acesso à saúde, podendo ou não aqui usar uma linguagem mais ambígua e truculenta usando o termo reprodutiva, que todos já sabem o que significa, e eventualmente, ainda acrescentam a igualdade de género, ou seja a ideologia do género, cuja terminologia não pode ser mais deliberadamente ambígua e truculenta, e que também já sabemos onde vai parar.
Podemos agora perguntar: excluindo o paleio ambíguo e a truculenta ideologia do género, o que já não seria mau, a conservação das espécies, dos recursos naturais, o combate à fome, melhorar o acesso à saúde, para não cair na linguagem deles, não são objectivos dignos da atenção e da prioridade dos governos? Sem dúvida. O que é legítimo desconfiar é que se não fosse o interesse pelo poder que está por trás do paleio ambíguo e da ideologia truculenta, não haveria qualquer interesse pela conservação das espécies, nem pelos recursos naturais, nem com a fome, nem com a saúde. E porquê? Porque todas essas causas figuram na agenda ao serviço da ideologia que, como sempre, pretende o poder.
Se perguntarmos a esses grupos ideológicos (partidários e não-partidários) que expliquem como pretendem levar à prática a sua agenda, então começam as utopias, como por exemplo foi para muitos países o defunto Protocolo de Quioto. Aí começam os objectivos impossíveis.
O que significa isto? Que existem outras formas de lidar com os mesmos assuntos limpas das ideologia (do género e do malthusianismo, basicamente) e, portanto, não utópicas, mas baseadas na realidade. É isso que estes grupos pretendem negar, que existam outras soluções diferentes, que eles acham que não são soluções. Outra questão é que esses grupos estabelecem à partida problemas, como o crescimento da população, mas que, na realidade, não são problemas, pelo menos para todos. Quem não se lembra das "profecias" de Paul Ehrlich, só para dar um exemplo, acerca da "explosão demográfica" para o ano 2000? Hoje, quem ler as "profecias" de Ehrlich chorará a rir.
Característico destes grupos, com acesso e tratamento privilegiado na imprensa, é o estabelecimento prévio de problemas e de soluções à luz da ideologia, com que depois a imprensa lava o cérebro às massas.
Do que não se ouve falar é de problemas e de soluções no arco do realismo. O que é um problema ou uma solução para um utópico não o é, à partida, para um realista.
O fracasso que esses grupos apontam, talvez com razão na sua perspectiva, à Cimeira Rio + 20, pode significar que eles atingiram os limites da realidade, de onde já não se pode passar mesmo que se queira, o que se traduz também numa vitória do realismo, certamente auxiliada pela crise económica vigente. As crises têm sempre esse condão de expor a realidade.
Não significa isto que os grupos alarmistas/catastrofistas se tenham convertido à realidade. Eles continuarão a acreditar na "transformação da realidade". Aconteceu foi que a realidade lhes caíu em cima, por isso ficaram tão decepcionados por não haver nenhum protocolo vinculativo.
Razão de sobra para não os levar a sério.
manuelbras@portugalmail.pt
Etiquetas: A ideologia onusiana, Ambiente
2012/05/11
Os que não sabem pensar
De repente, eis que a culturgest cede o palco ao Soromenho Marques, agora, ao que parece, com funções na Gulbenkian cessadas ou reduzidas, com o termo do Programa Ambiente.
Bom, a retórica será a mesma do Al Gore, do Pachauri, do Filipe Duarte Santos, do IPCC, do climategate.
Já conhecemos a retórica: são os gases com efeito de estufa antropogénica que provocam as alterações climáticas, ou seja, o homem é que é o culpado do clima mudar. Quando alguém questiona a veracidade destas proposições a resposta é automática: os cientistas estão todos de acordo nisto. Mas que cientistas? Certamente os do IPCC. Pois é, o IPCC é peer de si mesmo. Fantástico.
Toma-se uma hipótese como uma teoria comprovada e verificada.
Este alarmismo climático, para além de interesses políticos difíceis de confessar, pouco tem de científico. É bem mais uma maneira de pensar. Eles têm na mira uma conclusão a que interessa chegar. E pensam assim: onde é que há dados e sinais que dêem força à almejada conclusão? E selecionam.
Mas, será isto prova de alguma coisa?
Uma investigação científica tem que proceder à investigação de todos os factores que intervêm num processo, por muito complexo que seja, como é o caso do clima. Não pode ficar apenas pela selecção dos sinais que interessam para alarmar e doutrinar a populaça.
É por isso que quem não pensa como eles, não sabe pensar. Quem pensa como eles, os iluminados, sabe pensar.
É por isso que eles acham que é preciso exagerar para que lhes dêem atenção. Com um pouco mais de habilidade até poderiam ir mais longe e dizer que é preciso mentir, porque senão ninguém acredita.
http://www.culturgest.pt/actual/06-soromenhomarques.htm
Etiquetas: Ambiente
2011/07/05
Momento Energético: Entrevista ao autor do blogue Ecotretas
AN: As energias renováveis, especialmente, eólica e solar, têm sido apresentadas pelos media como a grande alternativa à combustão. Qual o grau de realismo desta pretensão? Em que medida é que o podem ser? Quais as suas limitações técnicas na actualidade, como fontes de energia?
Ecotretas: A energia solar tem potencial para suprir todas as necessidades de energia à face da Terra. Afinal, todos sabemos que sem o Sol a vida não seria obviamente possível na Terra. Infelizmente, a energia solar não é competitiva, porque o custo da sua produção é enorme, muitas vezes superior ao das restantes fontes de energia. Para o ser teria que aumentar drasticamente a sua eficiência, ou baixar significativamente os seus custos. A energia eólica já é minimamente competitiva, mas os produtores estão interessados em Retornos de Investimento (ROI) demasiado rápidos. Todavia, a quantidade de energia que produzem é ainda pequena, comparada com outras fontes de energia, pelo que nunca será a solução. E rapidamente veremos a população a levantar-se contra esta fonte de energia, como já aconteceu inclusive em tribunais portugueses...
AN: Ao que parece, estas energias renováveis são mais caras que a combustão e a fissão nuclear. Confirma? Nesse caso, temos mais uma limitação económica, ou melhor, anti-económica. Porquê a insistência de certos políticos em fontes de energia mais caras? Quem ganha e quem perde com isso?
E: Sim, a energia solar é muito mais cara, e a eólica um pouco mais cara. Se não se contassem os direitos de emissão de CO2, seriam ainda bastante mais caras. Os políticos têm dificuldades com as contas, e vão ao sabor da onda. Neste momento, tentam surfar a onda Verde. Quem ganha, ganha de uma forma efémera. Quem perde é toda esta geração, e pelo menos a próxima, que irão pagar por estas más decisões!
AN: Apesar das limitações das renováveis, elas terão a sua quota de utilização no mercado. Quais são os limites dessa quota? Como pensa que vai evoluir a implantação de energias renováveis em Portugal?
E: Portugal terá atingido o limite possível da quota das renováveis. 2010 foi um excelente ano em termos de precipitação, pelo que o contributo da electricidade hídrica foi enorme. Apesar da maior capacidade instalada, a produção de energia eólica tem vindo a diminuir. Especula-se sobre a sua diminuição, mas há ainda poucas certezas... Neste momento, só poderá evoluir pela quota do solar, mas por aí seria um suicídio, como se verifica aqui ao lado em Espanha.
AN: Qualquer leitor assíduo do blogue já reparou que, apesar de considerar a energia nuclear como uma contribuição válida e necessária, em geral, defende que não faz sentido haver centrais nucleares em Portugal. Porquê?
E: Sou contra o nuclear em Portugal, porque não tem quaisquer vantagens! Não temos know-how, pelo que seria tudo importado. Limitar-nos-íamos a contribuir na vertente do cimento. Depois somos um país pequeno, pelo que uma central seria suficiente, e daí não surgiriam sinergias possíveis. Não temo excessivamente a questão da segurança, até porque temos um pequeno reactor em Sacavém, e uma central nuclear a sério em Almaraz, que dista pouco mais de 300 Km em linha recta desde Lisboa. Felizmente, é já uma central de segunda geração, mas funcionará durante pelo menos mais dez anos... Insistir no nuclear não nos traz nenhum benefício!
AN: O tsunami deu-se no Japão, mas onde mais se fez sentir o medo foi na Alemanha, ao ponto do governo alemão decidir encerrar todas as centrais nucleares dentro de 10 anos, aproximadamente. Acha que Angela Merckel foi empurrada pelo medo de perder eleições ou a decisão tem sentido e fundamento?
E: Os Verdes têm uma implantação muito forte na Alemanha. E tem vindo a ganhar popularidade. Merckel limitou-se a ajoelhar perante a Religião Verde! Merckel tem estado a enterrar a Alemanha a longo prazo, tentando esconder o elefante debaixo do tapete. São exemplos disso os problemas da E-coli, que adquiriu notoriedade mundial, mas também do botulismo, que anda escondido. Tudo isto resulta das políticas verdes...
AN: Com o fecho das centrais nucleares dificilmente a Alemanha reduzirá emissões de CO2. É mais um paradoxo do alarmismo ambiental e climático, que incide agora na equação nuclear vs CO2. Quer comentar?
E: Sim, as emissões na Alemanha vão aumentar significativamente, seja por via do carvão, ou do gás natural. Mas as emissões não são necessariamente más!
AN: Como avalia os planos para construir mais barragens em Portugal? Acha que a construção é necessária e acertada?
E: As barragens que estão a ser construídas em Portugal só fazem sentido por causa das eólicas. Há excesso de eólicas, e as barragens são absolutamente necessárias depois de terminarem as tarifas feed-in, que espero que terminem mais cedo do que mais tarde. Quem está contra as barragens, tem que ser contra as eólicas... Mas não é isso que está a acontecer, pelo que elas vão ser construídas.
AN: Alguns pequenos investidores e produtores de energia eléctrica por microgeração solar queixam-se de ter feito um mau negócio: produzem excedente de energia para a rede e perdem dinheiro. Isto é mesmo verdade? Porquê?
E: A micro-geração, tal como existe, é um grande barrete! Quando a esmola é grande, o pobre deveria desconfiar... É mau para quase todos: empreendedores/produtores, porque foram enganados; consumidores/Economia, porque tornam o custo da energia insuportável. No meio disto tudo, são os Chineses que se estão a rir, mais meia dúzia de intermediários oportunistas.
AN: Há 40 anos que se ouve dizer que só há petróleo para mais 40 anos. Hoje continua a dizer-se o mesmo. Como acha que vai evoluir a utilização/combustão de fósseis nas próximas décadas perante a emergência das energias renováveis?
E: O petróleo continua a ser descoberto, como é o exemplo do Brasil. Mas irá acabar, mais cedo ou mais tarde! O gás natural é diferente; segundo cálculos da IEA, haverá reservas até 250 anos. Mas descuramos a inteligência humana; depois deste devaneio, acredito que as atenções se voltarão a focar no hidrogénio, o combustível, por excelência, do Universo...
AN: Quando confrontamos as energias alternativas com os combustíveis fósseis, encontramos coisas tão bizarras quanto paradoxais, pelo menos aparentemente, como a Fundação Gulbenkian, que vive da extracção e comércio de petróleo, ter em Portugal um Programa de Ambiente extremamente empenhado na substituição dos fósseis por energias renováveis, para já não falar em algumas companhias petrolíferas aparentemente interessadas na redução do consumo de fósseis e na sua substituição. Isto é fingimento táctico ou é realidade? Os combustíveis fósseis e as renováveis excluem-se mutuamente ou são complementares? Puxam em sentidos contrários ou, afinal, puxam no mesmo sentido?
E: Uma das críticas mais habituais aos cépticos do Aquecimento Global Antropogénico, é o seu financiamento pelas petrolíferas! O Ecotretas nunca recebeu nada de ninguém! Quanto aos alarmistas nacionais, todos eles andam a banquetear-se nessas mesas... E a Fundação Gulbenkian é apenas uma delas. Para mim, puxam na mesma direcção, que é o do negócio! Como as empresas associadas à comercialização dos combustíveis fósseis estão habituadas a lucros fabulosos, para elas as novas investidas têm que ser semelhantes. É por isso que as rentabilidades associadas às renováveis são vergonhosas!
AN: Já se pronunciou sobre a nova ministra da Agricultura e Ambiente, como a mulher errada no lugar errado, vulnerável aos ambientalistas, bem como sobre o programa do governo em matéria de energia e ambiente, que parece vai ser mais do mesmo. Acha que este governo vai cumprir o programa em matéria de energia e ambiente? Quais são as suas expectativas quanto aos novos Secretários da Energia, Henrique Gomes, e do Ambiente, Pedro Afonso de Paulo?
E: Sim, não acredito que a Ministra consiga resistir às pressões alarmistas! Quanto ao programa do Governo, na área do Ambiente ele só peca pelas referências ao dióxido de carbono! Na área da Energia é ainda melhor! Acredito que vem aí muitas surpresas, e pela troca de correspondência passada com o actual Ministro da Economia, bem como pelas referências que ele faz no seu mais recente livro, as surpresas serão muitas. Se ele conseguir impor as suas ideias, claro está! O secretário de estado de Energia percebe do assunto; vamos ver se consegue lançar a exploração de gás natural no Algarve. O Pedro Afonso de Paulo é político, está mais relacionado com as águas, o que em princípio é bom... Estou mais preocupado com o endoutrinamento de Diogo Santiago Albuquerque, o novo Secretário de Estado da Agricultura, que frequenta um doutoramento sobre Alterações Climáticas, dado pelos piores alarmistas nacionais...
AN: Se estivesse no lugar de Assunção Cristas, quais seriam as suas prioridades para o País em matéria de energia e ambiente?
E: Bem, ela não tutela a área da energia. No domínio do seu Ministério, seria atacar o maior problema Ambiental deste país, que são os fogos florestais. Felizmente, tem na Secretaria de Estado das Florestas uma pessoa que conheço muito bem, e que certamente surpreenderá.
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2011/04/29
A mãe natureza está lixada
Recentemente, na rampa de lançamento da Cimeira do Rio de Janeiro em 2012 (o ano em que o mundo vai acabar, pelo menos na narrativa cinematográfica autorizada), lembraram-se de estender a guerra à “mãe natureza”, consignando-lhe direitos como se de um ser humano se tratasse: os direitos humanos da “mãe natureza”.
Este tema, perigoso e ridículo ao mesmo tempo, será objecto de considerações posteriores.
Para já, diria que, se esses direitos forem os mesmos que assistem aos seres humanos não nascidos, a mãe natureza está lixada.
http://www.foxnews.com/world/2011/04/25/obama-adviser-van-jones-helping-push-rights-mother-nature/
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2010/10/28
O poder da internet

Num país com um fado político semelhante ao português – será herança? – o mais provável é que Dilma Rousseff arrecade a vitória na 2ª volta (31 de Outubro).
Porém, a surpresa foram os 19% de Marina Silva que obrigaram a uma 2ª volta, quando as sondagens oficiais lhe davam apenas 11 ou 12%.
Quais foram as armas de Marina?
A sua grande arma foi a firmeza e a coerência com princípios, como a protecção da vida humana desde a concepção, sem excepções, que não teve medo de proclamar claramente, frente às respostas dúbias e sinuosas dos seus adversários. A verdade é que se gerou na opinião pública brasileira uma onda de apoio à protecção da vida humana nascente, que encontrou em Marina Silva a legítima e idónea representante, veiculada através da Internet e à margem da imprensa de referência, que não teve outro remédio senão ir atrás dela nessa causa, arrastando de certa forma os outros candidatos que não se atreveram a enfrentá-la nessa questão, por comodidade ou oportunismo. Marina antecipou-se e ganhou a jogada, arrebatando os votos de muitos evangélicos e católicos, provando que a protecção da vida humana é uma questão civilizacional e política relevante, perante a qual as pessoas não são tão indiferentes como alguns pretendem fazer crer.
Marina Silva é uma cristã evangélica que não teve medo de ser coerente com as suas convicções e não as fechou a sete chaves no armário. A sua coerência contrasta com a incoerência de alguns políticos católicos que dão vergonha. Será preciso apontar nomes?
Marina Silva foi candidata do Partido Verde, mas todos sabem que ela não é uma ambientalista segundo o retrato-robot da ideologia. Marina revelou-se uma ambientalista diferente do vulgo. Desde logo porque nunca um candidato “verde” se comprometeu tanto na protecção da vida humana desde o ventre materno.
Talvez ela inaugure um ambientalismo diferente. Quem sabe?
O certo é que a relativa vitória com que muitos brasileiros a presentearam foi gerada na Internet.
http://online.wsj.com/article/SB10001424052748704631504575532221657312124.html?mod=WSJEUROPE_hpp_MIDDLESecondNews
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101004/not_imp619887,0.php
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2010/09/06
A esquerda e o futuro
É (mais) uma pretensão utópica da esquerda, a par do paraíso terrestre, da eliminação da dor, do sofrimento e, quiçá, da morte corporal, a previsão e o controle do futuro. Nem mais, nem menos.
Por exemplo, Sócrates e Zapatero já sabem ao pormenor como vai ser o clima daqui a 50 anos, como vai variar (aumentar) o défice tarifário da energia, que daqui a 20 anos a escolaridade obrigatória durará 18 anos e incidirá muito mais sobre costumes e conteúdos sociais do que Matemática e Lógica, que quem quiser ter filhos terá de ser submetido a avaliação estatal sobre valores da cidadania e só os poderá adquirir (comprar) in vitro ou trazidos de Paris pela cegonha, em lojas certificadas pelo Estado, a idade e a doença com que cada pessoa vai morrer, as convicções políticas de cada um, o que facilita ao máximo a contagem de espingardas.
Só não conseguem prever atentados como os de 11 de Setembro de 2001, que mudaram o futuro da primeira década do séc. XXI, e talvez muito mais…
Ou será que conseguem?
manuelbras@portugalmail.pt
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2010/04/28
Pachauri na Gulbenkian

Rajendra Pachauri, o chairman do IPCC, esteve dia 27 de Abril na Gulbenkian para falar sobre “Alterações Climáticas – o grande desafio ao nosso futuro comum”.
Com as limitações próprias de quem não pôde assistir para além das 19h, sendo que a conferência, marcada para as 18h, começou um quarto de hora depois, eis algumas impressões relevantes recolhidas até esse momento.
Não tinha qualquer expectativa de ver ali apresentado algo de novo no que toca ao discurso oficial do IPCC relativamente ao clima. E, de facto, a expectativa cumpriu-se. O que ali foi apresentado resumiu-se à repetição do “Fourth Assessment Report” (4AR) de 2007.
O que pareceu diferente foi a atitude. Como diria o Louçã, eles estão “cada vez mais mansos”.
Teresa Gouveia, pela parte da Gulbenkian, fez uma introdução prudente e cuidadosa, próxima do realismo, salientando as incertezas, a imprevisibilidade e as controvérsias associadas ao tema das “alterações climáticas”, sem deixar de lado a variabilidade natural.
O Painel de moderadores, constituído do Filipe Duarte Santos, Viriato Soromenho Marques e Vasco Trigo, começou à defesa, através de Viriato Soromenho Marques, dizendo que o IPCC foi alvo de um ataque à credibilidade por uns malandros que entraram no e-mail de reputados cientistas da Climate Research Unit da Universidade de East Anglia, Reino Unido, e de onde retiraram correspondência entre cientistas, supostamente privada e, portanto, confidencial, e, no entanto, extremamente comprometedora, ao ponto de levar, como é de recordar, ao afastamento de Phil Jones. Para de seguida dizer que, afinal, existiram erros que foram prontamente reconhecidos pelo IPCC.
Pergunta-se: se os e-mails não fossem descobertos, o IPCC teria reconhecido os erros? O notável é que não foram revelados os erros cometidos pelos tais cientistas.
Também aqui há sinais de mansidão: ter começado por fazer referência ao climategate. No entanto, outros erros tem o IPCC cometido que no momento da correcção não foram referidos, como os dados relativamente aos gelos dos Himalaias indianos ou à área de território abaixo do nível do mar na Holanda, ambos rectificados pelas instâncias competentes dos respectivos países.
Será possível continuar a considerar o IPCC uma instituição credível?
Pachauri mostrou e comentou gráficos de temperaturas dos últimos 150 anos. Mas não disse se esses gráficos estavam afectados pelos inconvenientes erros dos cientistas do IPCC ou não. Fez referência ao ritmo de subida das temperaturas dos últimos 100 e 50 anos, retirando que nos últimos 50 anos a subida tinha sido mais intensa. Mas, curiosamente, não se lembrou de verificar o que aconteceu nos últimos 15 anos.
De resto, Pachauri limitou-se a referir possíveis impactos que a variabilidade climática necessariamente acarreta na agricultura, em fenómenos naturais e meteorológicos, no nível das águas, no aproveitamento dos recursos hídricos ou na maior ou menor proliferação de espécies. Mas isto é uma constante, porque o clima está sempre a mudar, nunca é fixo.
O que fica por provar é a magnitude da influência dos gases com efeito de estufa emitidos por actividades humanas e que é essa pequena parte do total que provoca as catástrofes anunciadas até 2100. E aqui pouco interessa dizer que podem afectar, ou que provavelmente afectam. O que importa é saber quanto.
Porque o que alguns pretendem é ter o poder de influenciar decisões políticas baseadas no que pode acontecer, ou como se isso acontecesse, mesmo que não aconteça. É o esquema do “se não é, podia ser”. É a pretensão de dar um carácter absoluto ao princípio da precaução.
Que é inaceitável.
E se o mesmo princípio se aplicasse dessa forma absoluta noutras áreas?
manuelbras@portugalmail.pt
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2010/04/19
Eyjafjallajökull
É o nome do vulcão que entrou em actividade, mais recentemente, desde 21 de Março de 2010 e que teve nos dois últimos dias um notável aumento de actividade com as consequências imediatas já exaustivamente comentadas pela imprensa, incluindo o cancelamento de milhares de voos na e para a Europa do Norte.
Do que ainda pouco se tem falado é das consequências, mais ou menos duradouras, para o clima, de uma erupção desta grandeza.
Como previsão, e apenas isso, recolhe-se a experiência de casos anteriores, como o Pinatubo, com grande actividade pelos anos 1992 e 1993. Ainda que as erupções vulcânicas libertem gases com efeitos nocivos e de estufa para a atmosfera, esse efeito de estufa costuma ser contrariado, a favor destas, pelas partículas de cinza que têm um efeito reflector da radiação solar, portanto um efeito de arrefecimento.
A continuar a erupção ao ritmo a que os últimos dias nos habituaram, é de prever algum arrefecimento nos próximos meses.
Mas o melhor é mesmo esperar para ver. Prognósticos, só no fim do jogo.
manuelbras@portugalmail.pt
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2010/03/09
Paradoxos do Pacifismo
Manuel Brás
Da defunta Cimeira de Copenhaga ficou ainda algo remanescente para dizer, sobretudo no que toca ao que se passou fora do pavilhão, ou seja, nas imediações.
Além da Cimeira, propriamente dita, houve nas suas imediações várias manifestações e protestos com a pretensão de forçar os políticos reunidos a tomar certas determinações. Ou, se quisermos, a continuação da Cimeira fora do recinto.
O certo é que, como já sabemos da imprensa, manifestação para “defender o ambiente”, “salvar o planeta”, “combater o aquecimento global e as alterações climáticas” que se preze é sempre pacífica e organizada por pacifistas, sem qualquer dúvida, por gente que nasceu com asas nas costas.
Daí a extrema dificuldade em entender, e mais ainda em explicar, como é que várias manifestações e protestos descambaram em motins e valente bordoada com a polícia à porta da Cimeira de Copenhaga.
Porque será que as manifestações pacifistas acabam sempre assim?
manuelbras@portugalmail.pt
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Cool It
Em “Cool It”, Lomborg não fala detalhadamente sobre as variações climáticas, suas causas e factores, como fez no seu livro anterior. Ele, que não sendo alarmista, admite que o homem possa ter alguma influência sobre o clima, só que nada das consequências catastróficas que os Al Gores, IPCCs, com o conluio de grande parte da imprensa, querem fazer acreditar.
Neste livro, mais político e económico que científico, Lomborg, em sintonia com o Copenhagen Consensus Centre, mostra como é um erro crasso tentar impedir as variações climáticas e suas supostas consequências à base de cortes radicais nas emissões de dióxido de carbono: custos elevadíssimos para adiar uma hipotética subida de temperatura por 3 ou 4 anos em 2100, por conseguinte com benefícios praticamente inexistentes. Ou seja, all pain, no gain.
Por outro lado, Lomborg propõe de uma forma muito mais realista combater as supostas consequências de algum aquecimento climático actuando ao nível local, protegendo zonas costeiras mais sensíveis, conservando pântanos e cursos de água naturais, providenciando e privilegiando o acesso de água às populações, melhorando a agricultura, as condições de saneamento básico e atendimento médico, em especial o combate à malária, enfim, dotando as populações mais sensíveis e desprotegidas de meios simples mas eficazes, muito mais baratos e com muito mais benefício – uma relação custo-benefício muito mais favorável – que os cortes radicais de emissões de CO2.
As emissões de CO2 poderão ser reduzidas? Sim, mas de uma forma lenta e progressiva, à medida que outras tecnologias vão substituindo parcialmente a produção de energia baseada na combustão.
É por isto que a leitura deste livro é tão interessante quanto esclarecedora.
manuelbras@portugalmail.pt
Etiquetas: Ambiente, Manuel Brás
2010/01/19
2010

Manuel Brás
É sempre arriscado fazer previsões para o futuro: próximo ou distante.
Quem diria que em 2008 desabaria a crise económica e financeira? Quem diria que a Cimeira de Copenhaga, depois de todas as garantias de sucesso garantidas pelos cientistas (políticos e jornalistas) e tudo programado ao milímetro para não falhar, iria borregar? Pois é…
Ainda assim, sabendo que em 2010 irão suceder coisas imprevistas e, talvez também, importantes em Portugal, há duas previstas que seguramente irão dar que falar:
A visita do Papa Bento XVI, de 11 a 14 de Maio, em Lisboa, Fátima e Porto.
O Centenário da repúbrica
E quanto à preocupação pelos 10 milhões gastos nas comemorações, não há razão para preocupações. Não há mal que as comemorações da repúbrica saiam do erário (re)público. É só 1€ a cada português. Que diabo!
De qualquer forma, a situação do País está de tal modo, que o melhor é mesmo não levar este tipo de coisas a sério.
manuelbras@portugalmail.pt
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2009/12/30
As Armas da Modernidade
Manuel Brás
Segundo a visão da modernidade sinistra o inimigo é aquele que vive debaixo do mesmo tecto, são os próximos mais próximos.
Agora calculem os efeitos destrutivos desta mentalidade para a sociedade.
Eu acho imensa piada à conversa – dirigida aos ocidentais, é claro – de que temos que deixar um planeta limpo e saudável às próximas gerações.
Mas quais próximas gerações? Haverá próximas gerações? Quantas?
E que tal pensar em deixar uma geração para o planeta?
manuelbras@portugalmail.pt
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2009/12/21
O Circo de Copenhaga
Acabou. Mas não acabou o circo das “alterações climáticas” e do “aquecimento global”. Isto é, não acabou o circo da instrumentalização da ciência para fins políticos.
Os políticos invocam constantemente a ciência que sustenta o alarmismo climático. Mas nunca explicaram que ciência é essa. E os cientistas, onde estão e quem são? Serão o Phil Jones, o Michael Mann, o James Hansen? Será que o Al Gore, o Obama, o Tony Blair e o Gordon Brown também são cientistas? E porque não considerar cientistas também o Sócrates e o Prof. Soromenho Marques? E quem são os seus peer-reviewers? Devem ser peers uns dos outros.
Depois do climategate a credibilidade de certos cientistas e políticos que gerem essa “ciência climática” ficou abalada.
Mas será o climategate suficiente para acabar de vez com toda esta orquestração política à volta do clima? De modo algum. Muitos só irão perceber o logro quando e se ensaiar por uns bons anos uma descida média das temperaturas, ao ponto de começarem a temer uma glaciação, como se isso estivesse iminente. É algo semelhante ao que aconteceu com a União Soviética: os seus teóricos garantiam que era científica, que durava para sempre e que venceria o capitalismo. Por mais que se argumentasse, nada: era sempre uma questão de tempo, o futuro haveria de lhes dar razão. E olhem o que aconteceu. As pessoas só deram pelo logro quando aquilo ruiu de forma imparável. É possível que com as “alterações climáticas” venha a suceder o mesmo. Em vez da fé na sociedade sem classes, hoje proclamam a fé na fixação climática.
O milagre de Lula da Silva, ao contrário do que ele pensa, aconteceu: o acordo não serve os propósitos de criar um governo mundial de não eleitos. Mas, apesar de tudo, serve o propósito de, provavelmente, transferir biliões de dólares para a cleptocracia do terceiro mundo. Em 2020 veremos o que mudou na vida real dos povos do terceiro mundo.
Interessantíssimo era saber o que se passou na cabecinha de muitos líderes mundiais, de ONG’s e de muitos burocratas da ONU quando Lula confessou que acreditava em Deus no meio de toda aquela gente.
Como é possível gerir impunemente o pânico e tentar ganhar poder no mundo à custa de um gás que é 0,038% da atmosfera, do qual só cerca de 3% das emissões são antropogénicas, que, além do mais, sendo um gás com efeito de estufa, é um fertilizante vegetal, sem o qual as plantas não podem sobreviver? Até quando se vai acreditar, sobretudo sem provas inequívocas, que esse gás, nessas quantidades, é grande responsável pela variabilidade do clima, como se outros factores não entrassem em jogo?
A China está de parabéns. Deu uma lição ao Ocidente e livrou-nos de uma loucura desnecessária. Isso temos que lhes agradecer. Aprendamos com a China.
Ironia do destino: os líderes mundiais, reais e virtuais, foram recebidos em Copenhaga com fortes nevões. E na volta a casa foram presenteados com mais nevões e temperaturas de bater o dente: foi assim na costa leste americana, na Alemanha, no Reino Unido, em França. Nem de propósito. Foi mesmo na “mouche”.
Eles tiveram um revés, mas não vão desistir.
Talvez tenha chegado a hora de toda a comunidade céptica de organizar e brindar a sociedade com um debate sério e esclarecedor – que eles não querem – sobre o que pesa e não pesa nas variações climáticas e distinguir ciência de política.
Porque o que vimos em Copenhaga, foi política. E da pior.
O falhanço foi mais que merecido. Para o bem da Humanidade.
http://www.telegraph.co.uk/earth/copenhagen-climate-change-confe/6842789/Copenhagen-climate-summit-confusion-as-historic-deal-descends-into-chaos.html
http://www.telegraph.co.uk/earth/copenhagen-climate-change-confe/6845929/Climate-summit-ends-in-chaos-and-toothless-deal.html
http://www.foxnews.com/politics/2009/12/14/fraud-europes-cap-trade-red-flag-critics-say/
http://www.mercatornet.com/articles/view/copenhagen_a_deal_of_sorts/
http://www.mercatornet.com/articles/view/selfless_saviours_of_a_new_faith/
http://unfccc.int/resource/docs/2009/cop15/eng/l07.pdf
http://mitos-climaticos.blogspot.com/2009/12/copenhaga-mon-amour.html
http://mitos-climaticos.blogspot.com/2009/12/verdade-oculta-sob-o-manto-diafano-do.html
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2009/12/10
Esmiuçar Copenhaga
A comunicação social em Portugal tem a interessante particularidade de alinhar uniformemente pela versão oficial do pensamento e dos acontecimentos que considera “chave”. Mesmo existindo vários media, a mensagem dominante é sempre a mesma em todos. Nunca há lugar para o contraditório: nunca se dá um destaque sério e credível a quem põe em causa as teorias e versões oficiais que dominam as redacções dos jornais e televisões.
Um dos assuntos, não é o único, em que este fenómeno censório mais se evidencia é o aquecimento global “antropogénico” e as “alterações climáticas”. Ai de quem disser que o CO2 tem uma influência diminuta no clima e que as variações climáticas sempre existiram e explicam-se por causas naturais, sem razão para alarmes com o efeito de estufa. Mesmo que alguém consiga reunir dados e factos em favor da tese de que as variações climáticas têm maioritariamente causas naturais, será sempre visto como um céptico, “negacionista”, corrido à pedrada de jornais, televisões e rádios, porque essa tese não está oficialmente autorizada. Cá em Portugal é assim.
Os alarmistas vociferam que se baseiam em dados objectivos e em provas científicas irrefutáveis: é tudo científico, mas negam-se sempre a ser acareados em público com os cépticos. Quando se lhes pedem provas, o que vemos são políticos a falar do clima e uma multidão a repetir o que o jornalismo autorizado escreve nos jornais e diz em voz off na TV. Já se viu que os cientistas em questão são os políticos e os jornalistas.
Quando foram pedidas provas a cientistas sobre a forma como usaram dados de temperaturas e modelos, eles recusaram-se a mostrar o que estava por trás do seu trabalho. Isto dá para desconfiar. O que querem esconder? Como é que de 1990 para 2001 desaparece do gráfico das temperaturas do IPCC o Período Quente Medieval e a Pequena Idade do Gelo? Será que o tempo voltou para trás para corrigir as temperaturas? Neste ambiente de desconfiança em que são os objectivos políticos a comandar e a seleccionar os resultados científicos, surge o “Climategate”, que adensa ainda mais as suspeitas e desconfianças sobre possíveis manipulações de dados e montagem de esquemas, que alguns garantem ser aquilo que a ciência diz.
A pretensão de deter as variações climáticas é provavelmente utópica, porque o clima não é fixo, mas está constantemente a registar pequenas variações. E os estudiosos do clima sabem isso. A alguns políticos convém-lhes ter um álibi e um culpado para se porem em bicos de pés, tornarem-se imprescindíveis e poderosos, criando um pretexto para ter nas mãos o controlo da economia, e através da economia exercer um poder totalitário sobre múltiplos aspectos da vida de pessoas, famílias e nações, muitos deles sem serem eleitos e mantendo-se na sombra.
O alarme e o catastrofismo à volta das alterações climáticas criam o álibi, o pretexto, o ambiente (medo e pânico) e a necessidade para a tomada de poder que a propriedade colectiva dos meios de produção, a exploração capitalista, a luta de classes e o mito da sociedade sem classes já não podem proporcionar. Até há 20 anos atrás tudo isto eram realidades científicas, como científica era a União Soviética e o socialismo. Hoje, como têm vergonha de dizer que a economia socialista está cientificamente provada, têm que se voltar para a ciência climática e dirigi-la para objectivos de poder político em que emergem como salvadores do planeta. Eles sempre quiseram salvar o planeta. Como não conseguiram através da economia marxista tentam agora através do clima.
Aconteça o que acontecer, os alarmistas terão sempre razão: se não houver as catástrofes previstas, foi porque os ouvimos e fizemos o que nos mandaram; se houver as catástrofes previstas, foi porque não os ouvimos a tempo.
O clima segue indiferente o seu curso natural e espanta-se como é que os cientistas do séc. XXI ignoram que já existiram períodos tão quentes ou mais que o actual, como o Período Quente Medieval (900-1300), em que a linha da vinha ia até Inglaterra, se povoou a Gronelândia e cultivou aí a cevada, etc, como se pode atribuir a um único gás, imprescindível para a vida na Terra e que é 0,038% da atmosfera, o ónus das alterações climáticas, ignorando outros factores contribuintes para o fenómeno, como as variações da actividade solar, os regimes de circulação de massas de ar, os raios cósmicos, etc, ou como pode haver homens tão presumidos que julgam que podem dominar o clima e programar o futuro.
Na União Soviética também era tudo científico e programava-se o futuro. E olhem o que deu...
Não é difícil que de Copenhaga saia um acordo muito mais ambicioso que o defunto Protocolo de Kyoto. Não custa nada escrever no papel que se vão reduzir emissões de CO2 em 10, 20, 30, 40 ou 50% até 2020, 2050 ou o que se quiser. Será para cumprir tanto como o Protocolo de Kyoto. A ambição fica-lhes bem. Só é pena a quantidade de dinheiro que vão deslocar de quem produz riqueza para dar poder aos não eleitos.
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Nobel da Paz manda mais 30 mil para o Afeganistão
Podemos agora especular o porquê e o sentido de Barack Obama ter sido galardoado com o prémio Nobel da Paz há poucos meses. Alguns pensarão que tal distinção tem a ver com a guerra em curso no Afeganistão. Mas não. Os conceitos de guerra e de paz são hoje em dia, na modernidade, como diria o Sócrates, muito relativos. A guerra de que se pode acusar um político conservador, já pode não ser guerra, ser paz, quando se trata de um político progressista. Tudo depende do artista em questão: os factos não interessam.
O certo é que Obama não tinha alternativas, nem grandes, nem pequenas: a realidade caiu-lhe em cima. Não podia deixar o Afeganistão, nem o Paquistão, e toda a região, nas mãos dos taliban. Como aqui já dissemos, a estabilização militar e política daquela região vai implicar a presença das tropas da NATO por mais uns bons anos. Entretanto, tal só poderá ter sucesso se for acompanhado de uma acção abrangente psicossocial e civilizacional que conduza a que toda aquela gente possa trabalhar, ter segurança e alguma prosperidade para criar as suas famílias, enfim criar condições para que as populações possam voltar a viver habitualmente. Este é o trabalho chave que permitirá ter com o Ocidente as populações daquelas paragens, o que vai muito além da guerra pela guerra, porque uma guerra nunca se faz só com armas de fogo.
Mas, então, porque recebeu Obama o Nobel da Paz? Provavelmente pela mesma razão que o Al Gore: para mexer influências na América para um acordo sobre redução de emissões de CO2 em Copenhaga.
manuelbras@portugalmail.pt
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2009/12/04
Novidades do Climategate
Manuel BrásPhil Jones, o chefe do Climate Research Unit da Universidade de East Anglia, um dos principais centros de irradiação do alarmismo climático, acaba de solicitar o seu afastamento, pelo menos até resultados mais consistentes de uma investigação em curso sobre os e-mails desviados e afins, em razão das suspeitas levantadas de manipulação e fabricação de dados que justificassem a teoria do aquecimento global e variações climáticas antropogénicas.
http://www.foxnews.com/story/0,2933,578486,00.html
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Orgias Políticas
É o que se pode chamar à vida dos políticos da “União Europeia” nos últimos dias. Seja pela entrada em vigor do “Tratado de Lisboa”, seja pelas constantes referências às “alterações climáticas”. Tanto num como no outro caso eles realizam-se num mundo que só existe na cabeça deles.
O Tratado de Lisboa só interessa aos políticos sentados em Bruxelas e Estrasburgo e aos que não estando, pretendem encarreirar. Sentem-se poderosos por poderem impor regulamentos, directivas, leis, por mais absurdas que sejam, para coarctar a liberdade dos povos, que pretendem imbecilizar. No terreno, quase ninguém os conhece nem lhes dá valor. Pudera! O “Tratado de Lisboa” e a “União Europeia” passam completamente ao lado da Europa real. Ainda bem. Só é preciso aprender a contornar e a fintar as leis, directivas e regulamentos estúpidos que não deixarão de inventar para erguer um cordão sanitário à volta dos povos europeus.
Cada vez mais se percebe que a “União Europeia” é governada por computador. Está tudo programado para comandar uma multidão de robots. Para que queriam gente conhecida nos órgãos de poder da UE inventados no “Tratado de Lisboa”? Para robot, qualquer um serve.
Igualmente caricata é a insistência dos políticos da UE em combater as “alterações climáticas”. Agora, que o cientista-mor do aquecimento global/alterações climáticas pediu a demissão, pelo menos temporária, em consequência da descoberta de ficheiros suspeitos que sugerem a manipulação e fabricação de dados, escândalo designado por Climategate. Já se vê como as “alterações climáticas antropogénicas” são cada vez mais um desígnio político. Os verdadeiros cientistas são os políticos e os jornalistas.
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2009/12/01
Os Mártires da Modernidade
Às vezes ouve-se dizer que, devido à obsessão moderna de eliminar o sofrimento humano, sobretudo físico, os tempos modernos se tornariam impróprios para heróis e mártires, como foram certos tempos de outrora.
Mas, não é verdade.
É claro que ninguém sofrerá qualquer moléstia, por mais espiritual que seja, por proferir heresias e blasfémias, actividades hoje, aliás, muito bem remuneradas.
Mas ai de quem questionar a “teoria do aquecimento global antropogénico” e as terríveis alterações climáticas para o fim do século. Ai de quem puser em dúvida o darwinismo, sobretudo a ideologia que lhe está subjacente, e propuser outros caminhos explicativos da evolução. Ai de quem questionar as políticas seguidas nos últimos anos para conter a propagação do HIV/SIDA e propuser outras, baseadas na mudança de comportamentos sexuais de risco e no domínio de si próprio. Ai de quem criticar a equiparação da homossexualidade ao casamento. Ai de quem combater, em geral, a ditadura do igualitarismo de todas as formas de vida. E por aí fora.
Nesta “modernidade” pode-se tudo, excepto questionar os seus dogmas.
manuelbras@portugalmail.pt
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2009/11/23
Climategate: Rebentou a Bomba
Não vou aqui maçar os leitores com incursões por questões técnicas, demasiado técnicas, à volta do estudo do clima e das aldrabices que os alarmistas do clima têm espalhado, com a conivência de jornalistas de importantes media internacionais, e praticamente de todos em Portugal, como alunos disciplinados que são.
É que um hacker, presumivelmente russo, entrou na caixa de correio de Phil Jones, do Hadley Centre, da Universidade de East Anglia, um dos principais cientistas do alarmismo climático. A partir daí foi só ver a correspondência com os outros camaradas de causa, como Michael Mann, o que, a confirmar-se a autenticidade dos ficheiros e das mensagens, abala profundamente a autenticidade e a credibilidade desses cientistas e da sua causa.
Ou seja, temos que ser prudentes, mas a confirmar-se o teor das mensagens, os tais efeitos catastróficos do aquecimento global antropogénico, que tantos cientistas endossavam e tão científicos que eram, podem não passar de uma combinação orquestrada entre esses tais cientistas, com a conivência de muitos jornalistas que iam espalhando o pânico, sabe-se lá com que finalidade.
Que dirá o Ricardo Garcia, a Clara Barata, a Helena Geraldes, ou os professores Viriato Soromenho Marques e Filipe Duarte Santos?
Sempre que se pode dizer que é uma conspiração movida para arrumar de vez com a já moribunda, ainda não começou, Cimeira de Copenhaga, para desviar as atenções do conteúdo das mensagens. Mas então, que dizer do conteúdo das mensagens? Que ele não existe?
Sempre aqui desconfiámos da forma como este assunto tem sido tratado, a modo de propaganda ideológica, pelos media, tentando sempre calar as vozes dissonantes e cépticas, excluindo-as selectivamente de jornais e televisões, e até atacando-as pessoalmente como “negacionistas”, como se pôr em dúvida uma opinião ou hipótese científica, por muito propagandeada que seja, fosse algum crime. Quando assim é, e perante esta gente, só há uma atitude honesta: desconfiar, desconfiar, desconfiar.
Perfila-se no horizonte, cada vez mais, uma legitimíssima suspeita: que esta gente primeiro tirou as “conclusões” e depois andou à procura de dados científicos, selectivos e seleccionados, que defendessem a sua dama. Estes, sim, não são de fiar.
Para o leitor aceder a um entendimento mais pormenorizado do que se tem passado nos últimos dias, veja:
http://www.foxnews.com/story/0,2933,576009,00.html
http://blogs.telegraph.co.uk/news/jamesdelingpole/100017393/climategate-the-final-nail-in-the-coffin-of-anthropogenic-global-warming/
http://wattsupwiththat.com/2009/11/19/breaking-news-story-hadley-cru-has-apparently-been-hacked-hundreds-of-files-released/#more-12937
http://mitos-climaticos.blogspot.com/2009/11/climategate.html
Quem sabe se o aquecimento global antropogénico não morreu no dia 20 de Novembro de 2009?
manuelbras@portugalmail.pt
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