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2012/06/27

Rio + 20 = 0 


No fim da cimeira sobre desenvolvimento sustentável, ocorrida no Rio de Janeiro, Brasil, 20 anos após uma anterior, o balanço das hostes alarmistas/catastrofistas é francamente negativo. Todos acham que as propostas e determinações, sendo as possíveis, não são vinculantes - como o poderiam ser? - e que os compromissos assumidos em matéria de acções não são suficientes, para as pretensões desses grupos.

E o que pretendem esses grupos? - perguntará o leitor. O poder de condicionar a vida - e eu diria também a morte - de pessoas, grupos e nações para levar a água ao seu moínho, ou seja, executar a sua agenda política. Se lhes perguntarem qual é a sua agenda política todos dirão que é garantir a conservação da biodiversidade, um futuro sustentável, sem fome, com uma distribuição mais equitativa dos recursos do planeta, agora que eles garantem que são cada vez mais escassos e estão quase a acabar, do acesso à saúde, podendo ou não aqui usar uma linguagem mais ambígua e truculenta usando o termo reprodutiva, que todos já sabem o que significa, e eventualmente, ainda acrescentam a igualdade de género, ou seja a ideologia do género, cuja terminologia não pode ser mais deliberadamente ambígua e truculenta, e que também já sabemos onde vai parar.

Podemos agora perguntar: excluindo o paleio ambíguo e a truculenta ideologia do género, o que já não seria mau, a conservação das espécies, dos recursos naturais, o combate à fome, melhorar o acesso à saúde, para não cair na linguagem deles, não são objectivos dignos da atenção e da prioridade dos governos? Sem dúvida. O que é legítimo desconfiar é que se não fosse o interesse pelo poder que está por trás do paleio ambíguo e da ideologia truculenta, não haveria qualquer interesse pela conservação das espécies, nem pelos recursos naturais, nem com a fome, nem com a saúde. E porquê? Porque todas essas causas figuram na agenda ao serviço da ideologia que, como sempre, pretende o poder.

Se perguntarmos a esses grupos ideológicos (partidários e não-partidários) que expliquem como pretendem levar à prática a sua agenda, então começam as utopias, como por exemplo foi para muitos países o defunto Protocolo de Quioto. Aí começam os objectivos impossíveis.

O que significa isto? Que existem outras formas de lidar com os mesmos assuntos limpas das ideologia (do género e do malthusianismo, basicamente) e, portanto, não utópicas, mas baseadas na realidade. É isso que estes grupos pretendem negar, que existam outras soluções diferentes, que eles acham que não são soluções. Outra questão é que esses grupos estabelecem à partida problemas, como o crescimento da população, mas que, na realidade, não são problemas, pelo menos para todos. Quem não se lembra das "profecias" de Paul Ehrlich, só para dar um exemplo, acerca da "explosão demográfica" para o ano 2000? Hoje, quem ler as "profecias" de Ehrlich chorará a rir.

Característico destes grupos, com acesso e tratamento privilegiado na imprensa, é o estabelecimento prévio de problemas e de soluções à luz da ideologia, com que depois a imprensa lava o cérebro às massas.

Do que não se ouve falar é de problemas e de soluções no arco do realismo. O que é um problema ou uma solução para um utópico não o é, à partida, para um realista.

O fracasso que esses grupos apontam, talvez com razão na sua perspectiva, à Cimeira Rio + 20, pode significar que eles atingiram os limites da realidade, de onde já não se pode passar mesmo que se queira, o que se traduz também numa vitória do realismo, certamente auxiliada pela crise económica vigente. As crises têm sempre esse condão de expor a realidade.

Não significa isto que os grupos alarmistas/catastrofistas se tenham convertido à realidade. Eles continuarão a acreditar na "transformação da realidade". Aconteceu foi que a realidade lhes caíu em cima, por isso ficaram tão decepcionados por não haver nenhum protocolo vinculativo.

Razão de sobra para não os levar a sério.

manuelbras@portugalmail.pt

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2011/04/29

A mãe natureza está lixada 

Os socialistas da ONU andam a congeminar mais um pretexto, depois da “explosão demográfica”, do “aquecimento global” e das “alterações climáticas”, para tentar dominar o mundo inteiro da forma mais invisível possível. Já sabemos que a guerra dos “direitos humanos” tem servido, e serve, perfeitamente, esse desígnio, desde que, evidentemente, sejam eles a dizer quais são os direitos e quem a eles se deve sujeitar.

Recentemente, na rampa de lançamento da Cimeira do Rio de Janeiro em 2012 (o ano em que o mundo vai acabar, pelo menos na narrativa cinematográfica autorizada), lembraram-se de estender a guerra à “mãe natureza”, consignando-lhe direitos como se de um ser humano se tratasse: os direitos humanos da “mãe natureza”.

Este tema, perigoso e ridículo ao mesmo tempo, será objecto de considerações posteriores.

Para já, diria que, se esses direitos forem os mesmos que assistem aos seres humanos não nascidos, a mãe natureza está lixada.

http://www.foxnews.com/world/2011/04/25/obama-adviser-van-jones-helping-push-rights-mother-nature/




manuelbras@portugalmail.pt

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2010/12/27

Wikileaks: fim do mundo? 

As, aparentemente, bombásticas revelações veiculadas pela organização Wikileaks sobre o conteúdo de comunicações internas no mundo diplomático e político ocidental, especialmente europeu e norte-americano, têm sido consideradas extremamente importantes. Será mesmo assim?

Nesta altura do campeonato algumas perguntas se impõem.

Serão essas revelações minimamente fidedignas?

Tendo em conta o carácter parcial das revelações, que incidiram em grande medida, para não dizer exclusivamente, sobre as diplomacias e instituições políticas ocidentais, especialmente americanas, qual a finalidade e a pretensão dos seus promotores?

Quem, ou o quê, está por trás deste golpe mediático?

São perguntas cuja resposta não é imediata e talvez não seja fácil, mas a verdade é, como podemos nós ter a certeza de que os conteúdos da Wikileaks não estão truncados ou que não há mais nada além daquilo que foi publicado que dê outro sentido às coisas?

Por outro lado, a incidência acusatória ao Ocidente, cujos políticos e diplomatas surgem sempre como vilões, não pode deixar de merecer desconfiança. Então na ONU e nas suas agências, nas diplomacias e nas instituições políticas de países como a China, a Rússia, a Venezuela, Cuba, ou em certas ONG’s – as mais governamentais de todas as organizações, será preciso dizer nomes? – não há nada de interesse para revelar? Porquê a obsessão com instituições ocidentais e americanas?

Hillary Clinton fez o seu papel, mostrou-se preocupada com a exibição pública de conteúdos confidenciais. Mas a verdade é que a importância de tudo isto é muito relativa e não vai alterar significativamente as relações políticas e diplomáticas no seio do Ocidente.

Ficámos a saber, com justas reservas, aquilo que já sabíamos, o que diplomatas e políticos ocidentais pensam uns dos outros e do resto do mundo, quem são os aliados e os não aliados, só que dito de formas mais simples e primárias. Mas isso, grosso modo, já nós sabíamos.

Pode uma organização que se dedica à espionagem, como é o caso da Wikileaks, acusar países e estados de o fazerem? Qual é o país ou estado que não tem serviços de informação e espionagem?

Pode acontecer é que uns sejam melhores que outros. Mas isso, é outra história.


manuelbras@portugalmail.pt

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2010/10/04

Teoria e Prática do desenvolvimento onusiano 

Nos últimos dias, um escândalo à volta da utilização de dinheiro pela fundação ONE, de Bono, líder dos U2, bem como as críticas ao modo de funcionamento da ONU e suas agências por uma insider, nada menos que a líder da OMS, Margaret Chan, levanta ainda mais dúvidas e suspeitas sobre as formas de actuação dessa organização e os fins que realmente persegue.

http://www.c-fam.org/publications/id.1710/pub_detail.asp


Rock Star Scandal Upends UN Development Meeting
By Terrence McKeegan, J.D.



New York, September 30 (C-FAM) A rock star's scandal and a surprising critique of aid programs last week underscored heightened criticism of international development efforts.

The two incidents upended the intended message of a summit on UN development policies, reflecting a growing disconnect between rhetoric and development results.

Rock star Bono, front man of the Irish group U2, was caught violating his own call for greater transparency and accountability in an op-ed piece for the New York Times. His opinions inspired the New York Post to examine the finances of Bono's own ONE Foundation, including an emerging scandal widely reported by the media.

It seems ONE had $15 million in public donations during 2008, but distributed less than $200,000 to private charities combating poverty, according to IRS records. The charity spent more than $8 million on salaries. The remainder went to advocacy, including pricey gift boxes hand-delivered to newsrooms to influence coverage of the UN summit.

The critique of UN policies, meanwhile, came from a surprising source: Margaret Chan, head of the World Health Organization. Scuttling her prepared remarks at an event sponsored by all of the major UN agencies, Chan warned that the international donor community hasn’t learned from past lessons in dealing with developing countries.

“We have to stop being arrogant and dictating what to do,” she said.

Donor countries too often impose their own agenda, leading to a lack of ownership on the part of recipient countries. “If a country doesn’t own the plan, they have no motivation to deliver,” Chan said.

She also acknowledged that donor countries don't have a firm understanding of what they invest in, with no good measures of progress or failure.

Chan said that the UN agencies are not funding agencies, responding to repeated calls for “fresh money” from ministers of developing countries. Such requests should go to the World Bank, she said.

The issue of new money for development was a dominant theme of the UN Summit. UN Secretary General Ban Ki-moon announced that agencies needed $169 billion to save the lives of more than 15 million women and children by improving access to health care. A highly publicized event announced $40 billion in pledges from public and private sectors for the initiative, though critics said the total recycled at least half of the money from old commitments.

Despite the rhetoric of significant new investments in improving overall health care in developing countries, the commitments make clear an overwhelming emphasis on spending for political advocacy and family planning programs. This reflects the section of the UN summit outcome document on maternal health, in which all but one of the 6 paragraphs focus on increasing access to family planning and sexual and reproductive health.

The Advance Family Planning initiative is as a typical example of the emerging dominance of rhetoric over projects in the development field. The twelve million dollars dedicated to this initiative don’t go to actual services or goods, but instead to advocacy to change national laws and policies to better reflect the donors’ ideological population agenda.



manuelbras@portugalmail.pt

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2010/09/14

Youth Statement to the UN and the World 


De 25 a 27 de Agosto de 2010 decorreu em Léon (México) a Conferência Mundial da Juventude, organizada sob os auspícios da ONU, com a participação de ONG’s, delegações políticas, parlamentares e juvenis de vários países.

Nestes ambientes e com estes actores, a juventude sugere-lhes logo as agendas pró-aborto, pró-homossexualidade, enfim uma receita educativa baseada nos cânones totalitários bem conhecidos de uma cultura anti-vida e contra-natura que certas agências da ONU querem impingir a todos, em particular à juventude.

A coisa não foi linear. Houve resistência, caos e confusão. Em todo o caso, a recolha de 50.000 assinaturas de apoio a uma agenda alternativa pro-vida, pro-família, pro-natura é um instrumento de acção e afirmação necessário para apresentar na ONU de 25 a 27 de Setembro, e aí combater por afastar o espectro da cultura de morte e do totalitarismo dos direitos arbitrários.

A sua assinatura de apoio ao texto – Youth Statement – que se encontra em baixo é necessária e pode fazer a diferença. Pensar globalmente e agir localmente, é o desafio.

Se tem menos de 30 anos:

http://www.c-fam.org/youth/lid.2/default.asp

Se tem mais de 30 anos:

http://www.c-fam.org/youth/lid.3/default.asp

Eis o texto:

Youth Statement to the UN and the World

Promulgated by the International Youth Coalition
World Youth Conference

Leon, Mexico August 26, 2010


We — young people from all over the world — celebrate the fact that, as human beings, we are created in the image and likeness of God and therefore we possess inherent human dignity.

We believe that the age of youth is the “sculptress that shapes the whole of life” and as such this is perhaps the most critical period in the development of the human person.

Because we are the future of the human family, we strive for the common good and for a positive renewal of society. We seek the continued healthy flourishing of the human family. We hereby adopt the following principles that are of fundamental importance to young people and to the entire human family.

1. Young People are Relational Beings, Formed in the Family – We are children of parents, and members of a family. We are relational persons, not autonomous individuals. We firmly agree with the Universal Declaration of Human Rights that the family is the natural and fundamental group unit of society and is entitled to protection by society and the state.

2. Parents are the Primary Educators of Young People – Access to education is critical to our formation and our long-term success. We firmly agree with the Universal Declaration of Human Rights that parents have the prior right to educate their children. Parents have the primary right, duty, and responsibility to educate us and should be assured of the proper assistance to provide for the moral, religious, intellectual, practical, and physical education of youth.

3. Rights of Youth are Based on Their Evolving Capacities – The period of youth comprises a critical period of development, during which time our right to make decisions for ourselves evolves according to our maturity, and, according to the Convention on the Rights of the Child, must be balanced with the rights and duties of parents.1

4. The Right to Life is Inviolable from Conception to Natural Death – Many in the last two generations have been born into societies that do not protect the right to life before birth, and we consider ourselves survivors by virtue of our being born at all. Only by restoring appropriate legal protection, before as well as after birth, can there be true justice and peace in society.2

5. Youth are Participants in Development and Employment – Being the key to the future,we should be at the center of development. Youth is the time for discerning talents that can be used for the rest of one’s life.

6. A Proper Understanding of Sexuality and Healthy Relationships Must be Respected – In learning about and encountering our natural sexuality, we must be instilled with a sense of responsibility and self-respect. The full and proper expression of sexuality can be realized only in the total life-long and selfless commitment rooted in the natural institution of marriage between a man and a woman.

7. Man and Woman are Based in Nature – Young people, like all members of the human family, are created male and female. While men and women are fully equal, each possesses characteristics that are unique to their sex, which are complementary. We affirm international agreements that gender is not a social construct, and refers to the two sexes, male and female.3

8. Youth Must be Protected Against all Crimes of Exploitation – All human persons, and most especially youth, should be protected from exploitation of all forms. In particular, we should be protected from exploitation and trafficking for the purposes of forced-labor, sex trade, slavery, and from participation in military conflict, i.e. child soldiers.

1 Cf. Convention on the Rights of the Child, Article 5.
2 Cf. Convention on the Rights of the Child, Preamble and Article 6.
3 Cf. Rome Statute of the International Criminal Court, Article 7 (3): “gender refers to the two sexes, male and female”



Para mais pormenores do que sucedeu na Conferência de Léon (México), ver:

http://www.c-fam.org/publications/id.1689/pub_detail.asp

http://www.c-fam.org/publications/id.1692/pub_detail.asp

http://www.c-fam.org/publications/id.1693/pub_detail.asp



manuelbras@portugalmail.pt

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2010/05/09

Respostas polémicas 

Manuel Brás

Alguns jornais, inclusivamente em Portugal, como por exemplo o “Expresso”, publicaram com grande destaque e na íntegra uma longíssima carta do Sr. Hans Küng aos bispos católicos. Em certos momentos e passagens da carta até parece que o Papa é ele.

Ele já se deu mal com João Paulo II, e agora com Bento XVI, mas a condição de dissidente dá-lhe protagonismo, fama e palco. Aliás, atacar o Papa e a Igreja é fácil, divertido, dá palco e até, quem sabe, se tornou negócio florescente.

O certo é que, por exemplo, a carta que Bento XVI escreveu aos bispos irlandeses em 19 de Março

http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/letters/2010/documents/hf_ben-xvi_let_20100319_church-ireland_po.html
não mereceu publicação na íntegra, ficando-se por umas citaçõezitas em artigos de opinião dos especialistas do costume.

Mas, voltando ao dissidente Küng, e depreendendo-se da carta que pretende transformar a Igreja numa organização política à imagem da ONU, da UE ou de um partido político, subordinada ao igualitarismo e à ideologia do género – é aqui que os cristãos têm que abrir os olhos e estão a ser manipulados para fins políticos e ideológicos –, eis uma resposta de George Weigel:


An Open Letter to Hans Küng


Apr 21, 2010
George Weigel

Dr. Küng:

A decade and a half ago, a former colleague of yours among the younger progressive theologians at Vatican II told me of a friendly warning he had given you at the beginning of the Council’s second session. As this distinguished biblical scholar and proponent of Christian-Jewish reconciliation remembered those heady days, you had taken to driving around Rome in a fire-engine red Mercedes convertible, which your friend presumed had been one fruit of the commercial success of your book, The Council: Reform and Reunion.

This automotive display struck your colleague as imprudent and unnecessarily self-advertising, given that some of your more adventurous opinions, and your talent for what would later be called the sound-bite, were already raising eyebrows and hackles in the Roman Curia. So, as the story was told me, your friend called you aside one day and said, using a French term you both understood, “Hans, you are becoming too evident.”

As the man who single-handedly invented a new global personality-type—the dissident theologian as international media star—you were not, I take it, overly distressed by your friend’s warning. In 1963, you were already determined to cut a singular path for yourself, and you were media-savvy enough to know that a world press obsessed with the man-bites-dog story of the dissenting priest-theologian would give you a megaphone for your views. You were, I take it, unhappy with the late John Paul II for trying to dismantle that story-line by removing your ecclesiastical mandate to teach as a professor of Catholic theology; your subsequent, snarling put-down of Karol Wojtyla’s alleged intellectual inferiority in one volume of your memoirs ranked, until recently, as the low-point of a polemical career in which you have become most evident as a man who can concede little intelligence, decency, or good will in his opponents.

I say “until recently,” however, because
your April 16 open letter to the world’s bishops, which I first read in the Irish Times, set new standards for that distinctive form of hatred known as odium theologicum and for mean-spirited condemnation of an old friend who had, on his rise to the papacy, been generous to you while encouraging aspects of your current work.

Before we get to your assault on the integrity of Pope Benedict XVI, however, permit me to observe that your article makes it painfully clear that you have not been paying much attention to the matters on which you pronounce with an air of infallible self-assurance that would bring a blush to the cheek of Pius IX.

You seem blithely indifferent to the doctrinal chaos besetting much of European and North American Protestantism, which has created circumstances in which theologically serious ecumenical dialogue has become gravely imperiled.

You take the most rabid of the Pius XII-baiters at face value, evidently unaware that the weight of recent scholarship is shifting the debate in favor of Pius' courage in defense of European Jewry (whatever one may think of his exercise of prudence).

You misrepresent the effects of Benedict XVI’s 2006 Regensburg Lecture, which you dismiss as having “caricatured” Islam. In fact, the Regensburg Lecture refocused the Catholic-Islamic dialogue on the two issues that complex conversation urgently needs to engage—religious freedom as a fundamental human right that can be known by reason, and the separation of religious and political authority in the twenty-first century state.

You display no comprehension of what actually prevents HIV/AIDS in Africa, and you cling to the tattered myth of “overpopulation” at a moment when fertility rates are dropping around the globe and Europe is entering a demographic winter of its own conscious creation.

You seem oblivious to the scientific evidence underwriting the Church’s defense of the moral status of the human embryo, while falsely charging that the Catholic Church opposes stem-cell research.

Why do you not know these things? You are an obviously intelligent man; you once did groundbreaking work in ecumenical theology. What has happened to you?

What has happened, I suggest, is that you have lost the argument over the meaning and the proper hermeneutics of Vatican II. That explains why you relentlessly pursue your fifty-year quest for a liberal Protestant Catholicism, at precisely the moment when the liberal Protestant project is collapsing from its inherent theological incoherence. And that is why you have now engaged in a vicious smear of another former Vatican II colleague, Joseph Ratzinger. Before addressing that smear, permit me to continue briefly on the hermeneutics of the Council.

While you are not the most theologically accomplished exponent of what Benedict XVI called the “hermeneutics of rupture” in his Christmas 2005 address to the Roman Curia, you are, without doubt, the most internationally visible member of that aging group which continues to argue that the period 1962–1965 marked a decisive trapgate in the history of the Catholic Church: the moment of a new beginning, in which Tradition would be dethroned from its accustomed place as a primary source of theological reflection, to be replaced by a Christianity that increasingly let “the world” set the Church’s agenda (as a motto of the World Council of Churches then put it).

The struggle between this interpretation of the Council, and that advanced by Council fathers like Ratzinger and Henri de Lubac, split the post-conciliar Catholic theological world into warring factions with contending journals: Concilium for you and your progressive colleagues, Communio for those you continue to call “reactionaries.” That the Concilium project became ever more implausible over time—and that a younger generation of theologians, especially in North America, gravitated toward the Communio orbit—could not have been a happy experience for you. And that the Communio project should have decisively shaped the deliberations of the 1985 Extraordinary Synod of Bishops, called by John Paul II to celebrate Vatican II’s achievements and assess its full implementation on the twentieth anniversary of its conclusion, must have been another blow.

Yet I venture to guess that the iron really entered your soul when, on December 22, 2005, the newly elected Pope Benedict XVI—the man whose appointment to the theological faculty at Tübingen you had once helped arrange—addressed the Roman Curia and suggested that the argument was over: and that the conciliar “hermeneutics of reform,” which presumed continuity with the Great Tradition of the Church, had won the day over “the hermeneutics of discontinuity and rupture.”

Perhaps, while you and Benedict XVI were drinking beer at Castel Gandolfo in the summer of 2005, you somehow imagined that Ratzinger had changed his mind on this central question. He obviously had not. Why you ever imagined he might accept your view of what an “ongoing renewal of the Church” would involve is, frankly, puzzling. Nor does your analysis of the contemporary Catholic situation become any more plausible when one reads, further along in your latest op-ed broadside, that recent popes have been “autocrats” against the bishops; again, one wonders whether you have been paying sufficient attention. For it seems self-evidently clear that Paul VI, John Paul II, and Benedict XVI have been painfully reluctant—some would say, unfortunately reluctant—to discipline bishops who have shown themselves incompetent or malfeasant and have lost the capacity to teach and lead because of that: a situation many of us hope will change, and change soon, in light of recent controversies.

In a sense, of course, none of your familiar complaints about post-conciliar Catholic life is new. It does, however, seem ever more counterintuitive for someone who truly cares about the future of the Catholic Church as a witness to God’s truth for the world’s salvation to press the line you persistently urge upon us: that a credible Catholicism will tread the same path trod in recent decades by various Protestant communities which, wittingly or not, have followed one or another version of your counsel to a adopt a hermeneutics of rupture with the Great Tradition of Christianity. Still, that is the single-minded stance you have taken since one of your colleagues worried about your becoming too evident; and as that stance has kept you evident, at least on the op-ed pages of newspapers who share your reading of Catholic tradition, I expect it’s too much to expect you to change, or even modify, your views, even if every bit of empirical evidence at hand suggests that the path you propose is the path to oblivion for the churches.

What can be expected, though, is that you comport yourself with a minimum of integrity and elementary decency in the controversies in which you engage. I understand odium theologicum as well as anyone, but I must, in all candor, tell you that you crossed a line that should not have been crossed in your recent article, when you wrote the following:

There is no denying the fact that the worldwide system of covering up sexual crimes committed by clerics was engineered by the Roman Congregation for the Doctrine of the Faith under Cardinal Ratzinger (1981-2005).

That, sir, is not true. I refuse to believe that you knew this to be false and wrote it anyway, for that would mean you had willfully condemned yourself as a liar. But on the assumption that you did not know this sentence to be a tissue of falsehoods, then you are so manifestly ignorant of how competencies over abuse cases were assigned in the Roman Curia prior to Ratzinger’s seizing control of the process and bringing it under CDF’s competence in 2001, then you have forfeited any claim to be taken seriously on this, or indeed any other matter involving the Roman Curia and the central governance of the Catholic Church.

As you perhaps do not know, I have been a vigorous, and I hope responsible, critic of the way abuse cases were (mis)handled by individual bishops and by the authorities in the Curia prior to the late 1990s, when then-Cardinal Ratzinger began to fight for a major change in the handling of these cases. (If you are interested, I refer you to my 2002 book, The Courage To Be Catholic: Crisis, Reform, and the Future of the Church.)

I therefore speak with some assurance of the ground on which I stand when I say that your description of Ratzinger’s role as quoted above is not only ludicrous to anyone familiar with the relevant history, but is belied by the experience of American bishops who consistently found Ratzinger thoughtful, helpful, deeply concerned about the corruption of the priesthood by a small minority of abusers, and distressed by the incompetence or malfeasance of bishops who took the promises of psychotherapy far more seriously than they ought, or lacked the moral courage to confront what had to be confronted.

I recognize that authors do not write the sometimes awful subheads that are put on op-ed pieces. Nonetheless, you authored a piece of vitriol—itself utterly unbecoming a priest, an intellectual, or a gentleman—that permitted the editors of the Irish Times to slug your article: “Pope Benedict has made worse just about everything that is wrong with the Catholic Church and is directly responsible for engineering the global cover-up of child rape perpetrated by priests, according to this open letter to all Catholic bishops.” That grotesque falsification of the truth perhaps demonstrates where odium theologicum can lead a man. But it is nonetheless shameful.

Permit me to suggest that you owe Pope Benedict XVI a public apology, for what, objectively speaking, is a calumny that I pray was informed in part by ignorance (if culpable ignorance). I assure you that I am committed to a thoroughgoing reform of the Roman Curia and the episcopate, projects I described at some length in God’s Choice: Pope Benedict XVI and the Future of the Catholic Church, a copy of which, in German, I shall be happy to send you. But there is no path to true reform in the Church that does not run through the steep and narrow valley of the truth. The truth was butchered in your article in the Irish Times. And that means that you have set back the cause of reform.

With the assurance of my prayers,

George Weigel

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2010/04/28

Pachauri na Gulbenkian 


Manuel Brás

Rajendra Pachauri, o chairman do IPCC, esteve dia 27 de Abril na Gulbenkian para falar sobre “Alterações Climáticas – o grande desafio ao nosso futuro comum”.

Com as limitações próprias de quem não pôde assistir para além das 19h, sendo que a conferência, marcada para as 18h, começou um quarto de hora depois, eis algumas impressões relevantes recolhidas até esse momento.

Não tinha qualquer expectativa de ver ali apresentado algo de novo no que toca ao discurso oficial do IPCC relativamente ao clima. E, de facto, a expectativa cumpriu-se. O que ali foi apresentado resumiu-se à repetição do “Fourth Assessment Report” (4AR) de 2007.

O que pareceu diferente foi a atitude. Como diria o Louçã, eles estão “cada vez mais mansos”.

Teresa Gouveia, pela parte da Gulbenkian, fez uma introdução prudente e cuidadosa, próxima do realismo, salientando as incertezas, a imprevisibilidade e as controvérsias associadas ao tema das “alterações climáticas”, sem deixar de lado a variabilidade natural.

O Painel de moderadores, constituído do Filipe Duarte Santos, Viriato Soromenho Marques e Vasco Trigo, começou à defesa, através de Viriato Soromenho Marques, dizendo que o IPCC foi alvo de um ataque à credibilidade por uns malandros que entraram no e-mail de reputados cientistas da Climate Research Unit da Universidade de East Anglia, Reino Unido, e de onde retiraram correspondência entre cientistas, supostamente privada e, portanto, confidencial, e, no entanto, extremamente comprometedora, ao ponto de levar, como é de recordar, ao afastamento de Phil Jones. Para de seguida dizer que, afinal, existiram erros que foram prontamente reconhecidos pelo IPCC.

Pergunta-se: se os e-mails não fossem descobertos, o IPCC teria reconhecido os erros? O notável é que não foram revelados os erros cometidos pelos tais cientistas.

Também aqui há sinais de mansidão: ter começado por fazer referência ao climategate. No entanto, outros erros tem o IPCC cometido que no momento da correcção não foram referidos, como os dados relativamente aos gelos dos Himalaias indianos ou à área de território abaixo do nível do mar na Holanda, ambos rectificados pelas instâncias competentes dos respectivos países.

Será possível continuar a considerar o IPCC uma instituição credível?

Pachauri mostrou e comentou gráficos de temperaturas dos últimos 150 anos. Mas não disse se esses gráficos estavam afectados pelos inconvenientes erros dos cientistas do IPCC ou não. Fez referência ao ritmo de subida das temperaturas dos últimos 100 e 50 anos, retirando que nos últimos 50 anos a subida tinha sido mais intensa. Mas, curiosamente, não se lembrou de verificar o que aconteceu nos últimos 15 anos.

De resto, Pachauri limitou-se a referir possíveis impactos que a variabilidade climática necessariamente acarreta na agricultura, em fenómenos naturais e meteorológicos, no nível das águas, no aproveitamento dos recursos hídricos ou na maior ou menor proliferação de espécies. Mas isto é uma constante, porque o clima está sempre a mudar, nunca é fixo.

O que fica por provar é a magnitude da influência dos gases com efeito de estufa emitidos por actividades humanas e que é essa pequena parte do total que provoca as catástrofes anunciadas até 2100. E aqui pouco interessa dizer que podem afectar, ou que provavelmente afectam. O que importa é saber quanto.

Porque o que alguns pretendem é ter o poder de influenciar decisões políticas baseadas no que pode acontecer, ou como se isso acontecesse, mesmo que não aconteça. É o esquema do “se não é, podia ser”. É a pretensão de dar um carácter absoluto ao princípio da precaução.

Que é inaceitável.

E se o mesmo princípio se aplicasse dessa forma absoluta noutras áreas?

manuelbras@portugalmail.pt

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2010/04/12

Bruxo 

Manuel Brás

Como já tínhamos previsto aqui
http://nacionalismo-de-futuro.blogspot.com/2010/04/conviccao.html, estava-se mesmo a ver a jogada.

A ONU é uma organização desacreditada, que ninguém leva a sério, nem o Irão, e que não deve ser levada a sério. Talvez por isso, um juiz da ONU pretende que o Papa seja detido no Reino Unido durante a sua próxima visita a esse país e julgado pelo Tribunal Penal Internacional.

Admitamos que isso acontece mesmo, pois existe uma remota hipótese. O próprio Bento XVI deveria achar piada.

http://www.c-fam.org/publications/id.1606/pub_detail.asp

UN Judge Says Pope Should be Prosecuted at International Criminal Court
By Susan Yoshihara, Ph.D.

NEW YORK – C-FAM) In London last Friday, a high ranking United Nations (UN) jurist called on the British government to detain Pope Benedict XVI during his upcoming visit to Britain, and send him to trial in the International Criminal Court (ICC) for “crimes against humanity.”

Geoffrey Robertson touted his status as a UN judge in an article he published last week claiming that jurists should invoke the same procedures that have been used to indict war criminals such as Slobodan Milosevic. To try the Pope as head of the Roman Catholic Church who is ultimately responsible for sexual abuse of children by Catholic priests.

Robertson is one of five select jurists in the UN’s internal justice system responsible for holding UN officials accountable for corruption and mismanagement. His article was published in both the United States and Britain and reported on by the Associated Press.

Professor Hurst Hannum of the Fletcher School at Tufts University told the Friday Fax that it would be a “real stretch” to use the ICC since that court’s jurisdiction is mainly reserved for crimes during war. More likely, Hannum said, is that Robertson and likeminded experts would invoke the principle of “universal jurisdiction” so that national courts all over the world could detain the pope whenever he stepped foot on their soil. Critics say the principle, already used in practice, is a violation of sovereignty as it is enshrined in the UN Charter.

Yet Robertson insisted that the ICC could be used as long as the Pope’s sovereign immunity was waived and as long as jurists can show that the sex abuse scandal was carried out on a “widespread or systematic scale,” the way that child soldiers were used in the wars in Sierra Leone and the way that sex slaves are traded internationally.

Robertson, a tort lawyer, argued that prosecution at a higher level of the Church is necessary to get more money for victims of clergy sexual abuse in cases where dioceses have gone into bankruptcy. He specifically pointed out the fact that the diocese of Los Angeles has already paid $660M in damages and Boston has paid $100M.

One prominent law professor told the Friday Fax, “Without in any way minimizing the seriousness of the alleged offenses of Catholic priests, it would be a grave mistake to the laws of human rights to permit a trivializing of the responsibility to protect, and to play into the hands of American contingency-fee lawyers.”

Another human rights lawyer told the Friday Fax that the article could be part of a broader campaign. Robertson has long campaigned to strip the Holy See of its permanent observer status at the UN, and has publicly referred to the Holy See “the world’s largest NGO.”

When a campaign was launched to oust the Holy See from its status in 1999, UN Member States rallied around the Vatican, and in 2004 the General Assembly voted unanimously to expand that status. It is unclear whether UN Secretary General Ban Ki-moon knew about Robertson’s leanings before appointing him to his current position.

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2010/04/01

Os Crianços 

Manuel Brás

Se o leitor é daqueles que acredita sem pestanejar em tudo aquilo que lhe avia a imprensa, se acha que as notícias surgem por acaso e que não há nada por trás delas, enfim, se acha que o conteúdo e a forma como são veiculadas as notícias não visam outro objectivo que o de “informar”, não leia nem mais um parágrafo do que está para a frente.

Mas, se é daqueles que constata que a sistematicidade das notícias tem frequentemente “água no bico”, certamente questionará fenómenos em curso na imprensa internacional como aquele que, a pretexto de certos casos de pedofilia à volta de eclesiásticos, em países como os Estados Unidos, Irlanda e algum outro país mais evoluído da Europa, pretende culpar e responsabilizar Bento XVI por esses alegados actos delituosos e lançar-lhe lama para cima. É claro que aqui a Igreja está em desvantagem porque não pode dar ordens à Vodafone para comprar o New York Times.

Mas, alguém com dois dedos de testa acreditará na rectidão de intenção do “New York Times” ou do “El País” ao publicar casos de pedofilia envolvendo eclesiásticos, alegadamente ocorridos há mais de 30 anos, justamente e só agora, em Março de 2010, com o pretexto de incriminar Bento XVI? Se tais casos eram assunto para as autoridades civis, porque não foram aí conduzidos atempadamente? Quem podia impedir as autoridades civis de actuar em consequência? O que pretendem agora, passados 30 ou 50 anos com alguns acusados já falecidos, ao tentar envolver nisto Bento XVI? Se juntarmos outras campanhas mediáticas anteriores contra Bento XVI, isto tresanda a campanha negra motivada por outras razões, talvez inconfessáveis. Alguém tem dúvidas de que se trata de uma maquinação organizada e premeditada? Ou será que alguém ainda pensa que isto é tudo espontâneo? Os que maquinam contra Bento XVI receberam recentemente um reforço de peso apelando à sua resignação: esse criminoso que dá pelo nome de Ali Agca.

Mas o leitor ainda pode e deve desconfiar de mais coisas.

Então não são aqueles que agora tentam incriminar Bento XVI os mesmos que fazem a apologia da homossexualidade como “orientação sexual”, tão legítima como qualquer outra, os que criticam a Igreja por considerar a homossexualidade uma desordem moral e por rejeitar homossexuais como candidatos ao sacerdócio? Não são esses que criticam a rigidez moral do Cristianismo, em matéria sexual e não só, que consideram obsoleto o conceito de pecado e que o reduzem à sociedade ou ao capital, como pretende a “teologia da libertação” ou o secularismo ateu? De que se queixam?

A linguagem tem as suas perversidades e, neste caso, quando se fala em abuso sexual de crianças, o que se esconde quase sempre é o abuso sexual de crianços, ou seja, abuso de crianças do sexo masculino, portanto, de homossexualidade. É claro que isto o NYT e o El País não podem dizer.

Será legítimo pensar em entrismo do lobby gay em certas estruturas eclesiásticas, tais como seminários e outras de educação e assistência, ao longo de décadas, premeditado para minar e destruir a Igreja por dentro?

Como de todos os males, mesmo dos piores, podemos e devemos retirar as devidas lições. E se alguma lição podemos tirar daqui para o futuro é constatar o que dá abrir as portas à homossexualidade.

Estes infelizes acontecimentos que envolvem uma ínfima minoria de eclesiásticos e que serve de pretexto a certa imprensa para atacar o Papa e a Igreja são uma homenagem a todos aqueles que acham que a homossexualidade não tem qualquer problema e que deve ser aceite como “orientação” igual a qualquer outra.

Não nos deixemos iludir, porque pode muito bem suceder que os actos de pedofilia de que são acusados alguns eclesiásticos, se recomendados por um “especialista” ao abrigo de um programa escolar seriam “educação sexual”.

A pedofilia é apenas e só o pretexto. A guerra é outra.

http://srozante.blogspot.com/2010/03/escandalos-de-pedofilia-guerra.html

http://www.cesnur.org/2010/mi_preti_pedofili.html



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2010/02/12

Estados Unidos voltam a conceder asilo político a alemães 


Manuel Brás

Passados quase 65 anos sobre o fim da II Guerra Mundial, os EUA voltam a conceder asilo político a nacionais da Alemanha.

Desta vez trata-se de uma família que pretende educar os filhos em regime de homeschooling, coisa que é proibida na Alemanha, devido ao perigo de se criarem “sociedades paralelas” – como se isso já não existisse de facto. Provavelmente não é só proibido na Alemanha. O que aconteceria cá em Portugal se uma família quisesse cumprir a escolaridade dos filhos em casa? Será que teria liberdade para isso? Com os políticos juridicamente vesgos que temos, duvido que alguém que quisesse educar assim os filhos não tivesse que emigrar para o país certo.

É a paixão da UE pela educação – aqui materializada pela Alemanha – que leva a proteger as crianças e os jovens da influência nefasta dos Pais. Não vão eles pensar de maneira diferente daquela que o Estado manda.

Bem se vê como é difícil para a Alemanha mudar de hábitos.

O tempo, por si só, não chega.

http://www.mercatornet.com/family_edge/view/6532/


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2009/12/28

Um pequeno grande país 


Manuel Brás

A Lituânia mostra-nos como um pequeno país em tamanho e população pode ser independente do totalitarismo legislativo da EU. E como outros lhe pode seguir o exemplo, desafiando o moralismo arbitrário assente naquilo que os ideólogos da EU chamam “direitos humanos”.

A Lituânia voltou a contrariar o “mainsteam” da EU. Desta vez através de uma lei mais geral, que emenda outra anterior, proibindo publicamente propaganda que encoraje relações sexuais envolvendo menores ou que promova outro conceito de casamento e família diferente dos definidos na Constituição e Código Civil lituanos.

A resistência ao totalitarismo é possível. Assim haja gente com vontade política, coragem e ciência para tal.

Para mais detalhes ver:

http://www.mercatornet.com/articles/view/lithuania_defies_eu_to_promote_family_values/


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O divórcio da lei 

Manuel Brás

A cavalgada legislativa do governo de Sócrates, a reboque da extrema-esquerda, em matéria de controle de costumes, vai alastrar à tentativa de equiparar a homossexualidade ao casamento, essa instituição tão antiga como a Humanidade.

A tentativa de forçar a lei nesse sentido não deve espantar, como não deve espantar a sequência de legislação destrutiva da coesão social seguida desde 2005: promoção do aborto, do divórcio (para os heterossexuais), “educação sexual” do Estado obrigatória, casamento e adopção (homossexuais) e eutanásia.

Tudo isto tem a mesma origem: a arbitrariedade subjacente à rejeição da natureza e do direito natural. Se não existe referência para o direito – a natureza ou a essência das coisas, entidade de carácter meta-político – então não existem limites ao poder político em matéria de legislação, isto é, o poder político pode legislar o que lhe apetecer sobre o que lhe apetecer, desde que tenha maioria para isso, ou seja, o poder político tornou-se arbitrário em matéria legislativa e, por conseguinte, em todas as matérias, porque pode legislar sobre tudo.

Chegámos assim à arbitrariedade nas leis, que não podemos nem devemos aceitar, sob pena de nos tornarmos escravos dos legisladores e dos interesses que os manipulam, como é o caso do lobby gay.

A arbitrariedade das leis conduz necessariamente ao descrédito das próprias leis, dos legisladores e à legítima desconfiança no sistema de justiça. O português comum já pouco ou nada acredita na justiça, e com razão. Com a invenção de leis arbitrárias, pela força de uma maioria política, o direito e a justiça ainda ficam mais débeis. Esta debilidade torna-se ainda mais visível pela provável rejeição da AR submeter a referendo o “casamento” gay, recusando que os portugueses se pronunciem sobre o que entendem, e não entendem, por casamento. De que têm eles medo?

Queixam-se alguns do divórcio já consumado entre eleitores, que votam cada vez menos, e os políticos, aqui para nós bem merecido. Com a proliferação de leis arbitrárias um novo divórcio está à vista entre as leis e as pessoas. O crescente descrédito e indiferença perante leis e legisladores também são merecidos. Essas leis estão a pedir o divórcio e o repúdio dos portugueses.

Ninguém tem que aceitar leis arbitrárias e injustas.

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2009/12/21

O Circo de Copenhaga 

Manuel Brás

Acabou. Mas não acabou o circo das “alterações climáticas” e do “aquecimento global”. Isto é, não acabou o circo da instrumentalização da ciência para fins políticos.

Os políticos invocam constantemente a ciência que sustenta o alarmismo climático. Mas nunca explicaram que ciência é essa. E os cientistas, onde estão e quem são? Serão o Phil Jones, o Michael Mann, o James Hansen? Será que o Al Gore, o Obama, o Tony Blair e o Gordon Brown também são cientistas? E porque não considerar cientistas também o Sócrates e o Prof. Soromenho Marques? E quem são os seus peer-reviewers? Devem ser peers uns dos outros.

Depois do climategate a credibilidade de certos cientistas e políticos que gerem essa “ciência climática” ficou abalada.

Mas será o climategate suficiente para acabar de vez com toda esta orquestração política à volta do clima? De modo algum. Muitos só irão perceber o logro quando e se ensaiar por uns bons anos uma descida média das temperaturas, ao ponto de começarem a temer uma glaciação, como se isso estivesse iminente. É algo semelhante ao que aconteceu com a União Soviética: os seus teóricos garantiam que era científica, que durava para sempre e que venceria o capitalismo. Por mais que se argumentasse, nada: era sempre uma questão de tempo, o futuro haveria de lhes dar razão. E olhem o que aconteceu. As pessoas só deram pelo logro quando aquilo ruiu de forma imparável. É possível que com as “alterações climáticas” venha a suceder o mesmo. Em vez da fé na sociedade sem classes, hoje proclamam a fé na fixação climática.

O milagre de Lula da Silva, ao contrário do que ele pensa, aconteceu: o acordo não serve os propósitos de criar um governo mundial de não eleitos. Mas, apesar de tudo, serve o propósito de, provavelmente, transferir biliões de dólares para a cleptocracia do terceiro mundo. Em 2020 veremos o que mudou na vida real dos povos do terceiro mundo.

Interessantíssimo era saber o que se passou na cabecinha de muitos líderes mundiais, de ONG’s e de muitos burocratas da ONU quando Lula confessou que acreditava em Deus no meio de toda aquela gente.

Como é possível gerir impunemente o pânico e tentar ganhar poder no mundo à custa de um gás que é 0,038% da atmosfera, do qual só cerca de 3% das emissões são antropogénicas, que, além do mais, sendo um gás com efeito de estufa, é um fertilizante vegetal, sem o qual as plantas não podem sobreviver? Até quando se vai acreditar, sobretudo sem provas inequívocas, que esse gás, nessas quantidades, é grande responsável pela variabilidade do clima, como se outros factores não entrassem em jogo?

A China está de parabéns. Deu uma lição ao Ocidente e livrou-nos de uma loucura desnecessária. Isso temos que lhes agradecer. Aprendamos com a China.

Ironia do destino: os líderes mundiais, reais e virtuais, foram recebidos em Copenhaga com fortes nevões. E na volta a casa foram presenteados com mais nevões e temperaturas de bater o dente: foi assim na costa leste americana, na Alemanha, no Reino Unido, em França. Nem de propósito. Foi mesmo na “mouche”.

Eles tiveram um revés, mas não vão desistir.

Talvez tenha chegado a hora de toda a comunidade céptica de organizar e brindar a sociedade com um debate sério e esclarecedor – que eles não querem – sobre o que pesa e não pesa nas variações climáticas e distinguir ciência de política.

Porque o que vimos em Copenhaga, foi política. E da pior.

O falhanço foi mais que merecido. Para o bem da Humanidade.



http://www.telegraph.co.uk/earth/copenhagen-climate-change-confe/6842789/Copenhagen-climate-summit-confusion-as-historic-deal-descends-into-chaos.html

http://www.telegraph.co.uk/earth/copenhagen-climate-change-confe/6845929/Climate-summit-ends-in-chaos-and-toothless-deal.html

http://www.foxnews.com/politics/2009/12/14/fraud-europes-cap-trade-red-flag-critics-say/

http://www.mercatornet.com/articles/view/copenhagen_a_deal_of_sorts/

http://www.mercatornet.com/articles/view/selfless_saviours_of_a_new_faith/

http://unfccc.int/resource/docs/2009/cop15/eng/l07.pdf

http://mitos-climaticos.blogspot.com/2009/12/copenhaga-mon-amour.html

http://mitos-climaticos.blogspot.com/2009/12/verdade-oculta-sob-o-manto-diafano-do.html



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2009/12/04

Novidades do Climategate 

Manuel Brás

Phil Jones, o chefe do Climate Research Unit da Universidade de East Anglia, um dos principais centros de irradiação do alarmismo climático, acaba de solicitar o seu afastamento, pelo menos até resultados mais consistentes de uma investigação em curso sobre os e-mails desviados e afins, em razão das suspeitas levantadas de manipulação e fabricação de dados que justificassem a teoria do aquecimento global e variações climáticas antropogénicas.

http://www.foxnews.com/story/0,2933,578486,00.html


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Orgias Políticas 

Manuel Brás

É o que se pode chamar à vida dos políticos da “União Europeia” nos últimos dias. Seja pela entrada em vigor do “Tratado de Lisboa”, seja pelas constantes referências às “alterações climáticas”. Tanto num como no outro caso eles realizam-se num mundo que só existe na cabeça deles.

O Tratado de Lisboa só interessa aos políticos sentados em Bruxelas e Estrasburgo e aos que não estando, pretendem encarreirar. Sentem-se poderosos por poderem impor regulamentos, directivas, leis, por mais absurdas que sejam, para coarctar a liberdade dos povos, que pretendem imbecilizar. No terreno, quase ninguém os conhece nem lhes dá valor. Pudera! O “Tratado de Lisboa” e a “União Europeia” passam completamente ao lado da Europa real. Ainda bem. Só é preciso aprender a contornar e a fintar as leis, directivas e regulamentos estúpidos que não deixarão de inventar para erguer um cordão sanitário à volta dos povos europeus.

Cada vez mais se percebe que a “União Europeia” é governada por computador. Está tudo programado para comandar uma multidão de robots. Para que queriam gente conhecida nos órgãos de poder da UE inventados no “Tratado de Lisboa”? Para robot, qualquer um serve.

Igualmente caricata é a insistência dos políticos da UE em combater as “alterações climáticas”. Agora, que o cientista-mor do aquecimento global/alterações climáticas pediu a demissão, pelo menos temporária, em consequência da descoberta de ficheiros suspeitos que sugerem a manipulação e fabricação de dados, escândalo designado por Climategate. Já se vê como as “alterações climáticas antropogénicas” são cada vez mais um desígnio político. Os verdadeiros cientistas são os políticos e os jornalistas.

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2009/12/01

Os Mártires da Modernidade 

Manuel Brás

Às vezes ouve-se dizer que, devido à obsessão moderna de eliminar o sofrimento humano, sobretudo físico, os tempos modernos se tornariam impróprios para heróis e mártires, como foram certos tempos de outrora.

Mas, não é verdade.

É claro que ninguém sofrerá qualquer moléstia, por mais espiritual que seja, por proferir heresias e blasfémias, actividades hoje, aliás, muito bem remuneradas.

Mas ai de quem questionar a “teoria do aquecimento global antropogénico” e as terríveis alterações climáticas para o fim do século. Ai de quem puser em dúvida o darwinismo, sobretudo a ideologia que lhe está subjacente, e propuser outros caminhos explicativos da evolução. Ai de quem questionar as políticas seguidas nos últimos anos para conter a propagação do HIV/SIDA e propuser outras, baseadas na mudança de comportamentos sexuais de risco e no domínio de si próprio. Ai de quem criticar a equiparação da homossexualidade ao casamento. Ai de quem combater, em geral, a ditadura do igualitarismo de todas as formas de vida. E por aí fora.

Nesta “modernidade” pode-se tudo, excepto questionar os seus dogmas.

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2009/07/08

E o Chavez, pá? 

Manuel Brás

A imprensa “internacional” anda aflita com o golpe nas Honduras e a esquerda também.

Duvido que o consumidor de notícias global perceba porque sucedeu o golpe: para evitar uma emenda à constituição do país que permitia alterar as regras do jogo democrático de modo a perpetuar Zelaya no poder por mais um mandato. Pelo menos. Depois, até podia ser que ele gostasse e fizesse outro referendo para ir a mais outro mandato, e por aí fora.

Ou seja, ele está a aprender com o Chavez, Castros e companhia.

O golpe – a sua detenção e saída do país – deu-se por ordem do Supremo Tribunal e foi para evitar que um outro golpe administrativo transformasse Zelaya no Chavez das Honduras.

O engraçado é que, quando o golpe é ao contrário, todos acham muito democrático, como sucede com os Chavez, os Castros, os Ahmadis, etc.

A tal “comunidade internacional”, que agora aperta o cerco às Honduras, nunca se lembrou de condenar com a mesma veemência a violência dos regimes de Chavez, dos Castros, dos Ahmadis, do Hezbollah ou do Hamas. Isso, obviamente, não se percebe na imprensa. Esses, sempre têm justificação aos olhos da “comunidade internacional”.

E mais engraçado ainda é que começaram por acusar os EUA de estarem por trás do golpe e agora vêm pedir ajuda.

http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2009/07/07/zelaya-pedira-hillary-atuacao-dos-eua-na-crise-de-honduras-756687138.asp


http://www.theweeklystandard.com/Content/Public/Articles/000/000/016/678eepbj.as
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2009/06/23

Obama à prova 


Manuel Brás

Enquanto os protestos pacíficos no Irão continuam a ter como resposta a violência policial do regime de Ahmadi e mais mortos, por aqui tudo continua sereno como se nada ali estivesse a acontecer.

Contra Ahmadis, Chavez e Castros nunca há vigílias, protestos, campanhas na imprensa, jornalistas indignados, direitos humanos a reivindicar. Ninguém exige a suspensão das funções de Ahmadi, pelo menos até uma recontagem credível. Nada. Contra a esquerda não há nada disto.

Como seria diferente a imprensa e a agitação política se o mesmo acontecesse nos EUA, na França, na Itália, no Reino Unido ou em Israel…

Por aqui se vê como a política e a imprensa, que, no fundo, são uma só coisa, estão viciadas a favor da esquerda e doa seus barões.

http://www.foxnews.com/story/0,2933,528004,00.html

Entretanto, Obama dá sinais de hesitação na retórica, na acção e na coragem. Que fazer? Que dizer? Prudência…Talvez este seja o primeiro grande teste internacional.

Serão os efeitos do discurso de Obama ao mundo islâmico?

Ou será que volta o Eixo do Mal?

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2009/06/12

ESCRAVATURA NO SÉC XXI 


Manuel Brás

No Sudão foram libertados escravos negros das garras dos Árabes brancos do Norte.

http://xinhuar.blogspot.com/2009/06/liberacion-de-232-esclavos-cristianos.html

Já sabíamos do genocídio islâmico racista no DARFUR.

Ficamos a saber que os ricos muçulmanos que dominam o País também se dedicam à escravatura!

E Omar-Bashir, Presidente, com Mandado de Captura do TPI, passeia cinicamente pelos compadres vizinhos islâmicos.

Obviamente, os "grandes defensores" dos Direitos Humanos e do Direito Internacional calam-se perante esta manifestação de respeito pelo TPI.

Amnistia Internacional, onde estás?

AMI?

ONU?

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2009/05/20

A suspeita 


Manuel Brás

A recente entrevista de Paulo Rangel ao jornal i parece confirmar a suspeita fundada de que existe uma tentativa de instrumentalizar a Igreja com finalidades políticas.
http://www.ionline.pt/conteudo/4944-a-igreja-deveria-abrir-mais-na-questao-homossexual

Suspeita que se pode formular através da seguinte objecção: porque é que estes políticos querem alinhar o Cristianismo, a Igreja, a sua doutrina, a sua moral, com os interesses do lobby gay e da ideologia do género?

Se a Igreja está atrasada ou desfasada dos tempos na moral, como eles dizem, e não tem qualquer influência na vida das pessoas, porque é que eles estão tão obcecados com as exigências da moral cristã?

Porque é que os políticos querem corrigir a moral cristã e o modo de funcionar da Igreja? Porque é que os políticos querem transformar a Igreja num partido político, numa AR, numa UE, ou numa ONU? Forçar a Igreja a alinhar com o homossexualismo e a ideologia do género é uma manipulação para fins políticos.

Se um indivíduo não se revê na moral da Igreja porque é que diz que é católico e o que faz na Igreja? Aqui só há duas saídas honestas: ou se esclarece, compreende e rectifica de boa-fé, ou então não usa o rótulo daquilo em que não se revê.

É curioso que, apesar da fama em contrário, entre os partidários do aborto, do homossexualismo e, dum modo mais genérico, da ideologia do género, não há pluralismo: todos pensam da mesma maneira. Por acaso existe alguma divisão no Bloco de Esquerda, no PC, ou no PS a respeito de coisas como estas?

Alguém viu dissidentes do “sim” ao aborto ou ao “casamento” gay no BE, no PC, ou no PS?

Não há!

manuelbras@portugalmail.pt

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