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2012/09/18

Uma sequência para o futuro 


aqui expusemos a leitura de Vladimir Bukovsky, assente em factos políticos, de que a União Europeia se está a tornar numa União Soviética com capital em Bruxelas, augurando igualmente a queda da União Europeia, à semelhança do que aconteceu com a União Soviética. É por isso que ele assevera: nós já vivemos o vosso futuro. É claro que, assim como os burocratas do PC soviético garantiam no dia anterior à queda que a URSS estava firme, os burocratas de Bruxelas garantem que a UE está firme. Até quando?

http://www.youtube.com/watch?v=bM2Ql3wOGcU

Se Barack Obama vencer as eleições de 6 de Novembro, o que é mais provável que o contrário, pode muito bem vir a acontecer, em virtude disso, que a União Europeia esteja já a viver o futuro da América.

Uma sequência deveras sugestiva.

manuelbras@portugalmail.pt

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2012/09/17

A colheita da tempestade 


Setembro. Aproxima-se o Outono. É época de colheitas.

Os EUA estão a colher, talvez agora mais do que nunca, uma onda de protestos violentos em quase todos os países muçulmanos - é curioso que os nossos ateus de serviço indignam-se que haja países cristãos, mas já não se importam nada de chamar a estes países muçulmanos.

Este tipo de reacção, previsível para quem conhece o tipo de populações e de cultura em questão, permite que os ocidentais, mais uma vez tenham oportunidade de ver e estudar o comportamento dos muçulmanos quando consideram que as suas convicções religiosas foram ofendidas. Isto é tanto mais importante quanto no ocidente se desprezam, em público e privado, as convicções dos cristãos, incluindo perseguições aos cristãos por ostentarem símbolos religiosos. Onde está a equidade? Onde está a tolerância de que os ateus tanto dizem apreciar? É claro que a tolerância é só para eles, e destina-se a silenciar os outros, neste caso os cristãos.

A superficialidade e o primarismo destes protestos violentos contra embaixadas americanas e ocidentais é evidente, pois que ninguém consegue saber se a origem do famoso filme injurioso para os muçulmanos é americana. E se não for? E se o filme foi realizado e lançado nesses próprios países muçulmanos para atiçar as massas, destruir alvos americanos e demonizar o Ocidente? Aqui temos mais outro sinal de como funcionam as coisas nos países islâmicos.

Esta violência que os EUA, e por tabela todo o ocidente, colhem no Médio Oriente e demais países de maioria islâmica, levada a cabo por movimentos fundamentalistas islâmicos são o curioso resultado da política externa dos EUA nos últimos anos, sobretudo através de uma ingénua expectativa acerca da primavera árabe, considerando que os vencedores dessas mudanças no Egipto, na Tunísia, na Síria, etc, seriam automaticamente amigos dos EUA pelo facto de os terem apoiado na luta contra os anteriores líderes. Nada mais falso.

O curioso é que isto está a acontecer em países cujos regimes foram instalados com a ajuda, mais ou menos directa, dos EUA. Devia dar-lhes que pensar a política de ajudar os movimentos político-religiosos islâmicos.

Vamos ver se Romney-Ryan conseguem pegar correctamente neste assunto e desfazer o mito Obama.

http://www.foxnews.com/world/2012/09/14/violence-spreads-across-middle-east-over-anti-islam-film/

manuelbras@portugalmail.pt

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2012/09/13

Os pobres de Obama 

Quando comparamos a cobertura da imprensa em Portugal da convenção republicana e da convenção democrata nos EUA, a diferença é abissal em favor dos democratas. É o "serviço público". Quem quiser pode comprovar: em quantidade e qualidade. Na convenção democrata qualquer referência mais intimista da srª Obama ao marido é transformada pela imprensa portuguesa num programa político. Mas nós já sabemos como a América é distorcida na imprensa portuguesa e europeia. É um vício incurável.

Outro mito, dentro do mito Obama, é que ele é o "garante" dos pobres. Pois é, olhem os pobres do Obama... são todos pobres.

manuelbras@portugalmail.pt

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2012/08/19

Um imbroglio chamado Síria 


A situação que se arrasta na Síria há mais de um ano, uma guerra civil em lume mais ou menos brando, que entretanto, segundo alguns dados, já se aproxima dos 20.000 mortos, acaba por ter facetas em comum com o que tem sucedido nos últimos anos em países do Médio Oriente.

Não me refiro apenas às guerras, mais ou menos declaradas, diplomáticas ou não, entre os EUA e os seus aliados ocasionais, e o Irão e a Síria que, por sua vez, têm por trás o apoio da Rússia e da China. Não se poderá esquecer, no meio de tudo isto, as tensões entre Israel e a Palestina, em que Israel tem contado com o apoio vitalício, mais ou menos declarado, dos EUA, consoante as administrações, e com o ódio, sempre declarado, do Irão, desde a Revolução Islâmica, e dos movimentos alimentados por Teerão no Líbano, o Hezbollah (o Partido de Deus, nada menos!) e na Palestina, o Hamas. Ódio que Israel retribui como pode, diga-se de passagem.

Era importante que a dupla Romney-Ryan ensaiasse uma nova etapa e uma nova agenda na política externa americana no Médio Oriente. Porque agora vêm as facetas em comum com o que tem sucedido nos últimos anos em países do Médio Oriente, sob a acção directa ou indirecta dos EUA. E o que sucede é algo muito curioso. Em muitos dos países em que os EUA intervêm directamente, como o caso do Iraque, ou indirectamente, como os casos do Egipto e da Síria, para provocar mudanças de regime, que supostamente levariam à democracia, o que acaba por suceder são perseguições implacáveis aos cristãos por parte de movimentos islâmicos, que deixam para trás milhares de mortos e ainda mais refugiados, quando antes estes milhões de cristãos tinham alguma liberdade religiosa na sua terra, pelo menos a suficiente para não serem perseguidos. Estas perseguições aconteceram no Iraque pós Saddam Hussein, em que centenas de milhar de cristãos fugiram para a Síria ao toque de atentados e bombas, sucede no Egipto pós Mubarak, antes e depois da ascensão ao poder da Irmandade Muçulmana, e prepara-se para suceder na Síria pós Bashar al-Assad. O que parece é que os movimentos islâmicos aproveitam as situações de guerra e tumulto social e político, em que os EUA são parte interessada, para perseguir e matar os cristãos. Além, obviamente, de procurarem instalar-se no poder. Podíamos ainda a este respeito falar do Paquistão. Mas os exemplos bastam para questionar se no Departamento de Estado americano alguma vez se debruçaram sobre estas "coincidências"...

O que anda o Departamento de Estado americano a fazer, que onde intervêm, em nome da instauração da democracia, os cristãos acabam sempre mortos, perseguidos e refugiados, e os movimentos radicais islâmicos chegam-se ao poder? Será que nunca repararam nisso? No fim de contas, a diplomacia americana, longe de vender a democracia, anda é a trabalhar para pôr movimentos radicais islâmicos no poder. Ou seja, os EUA andam a apoiar o inimigo. Ou pelo menos um grande inimigo, talvez o maior inimigo.

Decididamente, a liberdade religiosa, em geral, e no Médio Oriente, em particular, não tem sido uma prioridade dos EUA, nem da União Europeia, nem das Nações Unidas.

Mas as perplexidades não ficam por aqui. Do lado dos que apoiam o governo iraniano na sua cruzada contra Israel e os EUA também há perplexidades. Como é que podem apoiar um governo e um presidente que pretende riscar Israel do mapa? E depois de Israel, quem é que eles vão querer varrer do mapa? Como é possível que essas pessoas, que lamentam as barbaridades do fundamentalismo islâmico, e que temem, com razão, o alastramento desse tipo de fenómenos à Europa, apoiem o regime que mais tem espalhado o fundamentalismo islâmico xiita, através da criação de movimentos político-religiosos em países vizinhos, como o Hezbollah no Líbano e o Hamas na Palestina? Pode a Europa confiar no regime iraniano? Parece óbvio que não.

Por muito que custe a alguns, Israel e os EUA são os aliados civilizacionais da Europa. Tal como a Rússia. Mas, até se chegar aqui, europeus e americanos, deveriam rever as suas alianças e verificar até que ponto são compatíveis com os seus interesses vitais.

manuelbras@portugalmail.pt

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2012/08/13

Romney & Ryan 


Está escolhida a dupla que irá enfrentar Obama em Novembro próximo.

Do ponto de vista interno é bastante previsível o que estará em jogo na disputa eleitoral: economia, impostos, maior ou menor burocracia estatal, liberdade, sobretudo religiosa, um tema que saltou para a ribalta graças às pretensões totalitárias de Obama. E Paul Ryan é uma excelente contribuição, talvez a melhor do momento, justificada pelo seu trabalho no último mandato na Câmara dos Representantes, eleito há vários mandatos, sucessivamente, por uma circunscrição do Wisconsin, um estado habitualmente democrata, o que dá um significado adicional à escolha.

Menos certo será o desenvolvimento das discussões e de planos em torno da política externa. Obama teve, visivelmente, uma política externa que se aproxima do realismo clássico, como salienta, respigando uma citação do New Republic, Jaime Nogueira Pinto no “Sol” de 11 de Agosto, típica de certas administrações republicanas. De facto, a política externa, visível, de Obama pautou-se, geralmente, pelo low profile na intervenção, seja no Iraque, de onde retirou as tropas, seja nas acções concertadas com a NATO no âmbito de operações relacionadas com a “primavera árabe” em países como o Egipto, a Líbia, o Iémene, à excepção da Síria, onde o envolvimento americano parece ser mais directo e, fora do âmbito da “primavera árabe”, do Afeganistão, onde os EUA se tiveram que empenhar mais a fundo, em virtude da retirada de forças militares europeias, e cuja presença deverá ainda ser necessária por alguns anos, se não se quiser ter ali um foco de problemas ainda mais grave que o Iraque.

Mas, a política externa americana, na versão de Obama, teve uma faceta invisível, não menos importante de consequências para o mundo, pela mão da Secretária de Estado Hillary Clinton. Tratou-se de facto de um combate, talvez silencioso, mas muito activo, ao nível das instituições internacionais, especialmente das agências da ONU, pela implementação arbitrária da ideologia do género, o que se traduziu na insistência em políticas promotoras do aborto, da homossexualidade e da redefinição do casamento como coisa entre pessoas do mesmo sexo, geralmente em países em vias de desenvolvimento, e particularmente em África.

Por outro lado, a comunicação do apoio de Mitt Romney a Israel, na sua contenda, para já diplomática, com o Irão, não terá sido feita da forma mais feliz e apropriada. Esse apoio não estará em causa, mas deve ser afirmado simultaneamente com o compromisso de chegar a um acordo de paz entre Israel e o Estado Palestiniano, passando, por via diplomática, pelo corte dos laços que prendem a Palestina e o Líbano à esfera de influência do Irão, bem como a conversações tendentes a uma possível colaboração com a Rússia nos problemas do Médio Oriente, dado que, ao contrário do que precipitadamente se possa pensar, este país não representa hoje a ameaça, nem é o inimigo do Ocidente, de há 30 ou 40 anos. Talvez não seja fácil ter conversações amistosas com o Irão, mas também não vale a pena fazer declarações de guerra precipitadas e inúteis. E reconhecer tudo isto, também é realismo político.

Se Paul Ryan conseguisse pegar em todos estes assuntos à luz do realismo e abrisse uma nova agenda, mais coerente e consistente com os valores e interesses ocidentais, na política externa americana, faria um grande bem à América e ao mundo. Será capaz?

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2012/06/28

Fast & Furious 

Descobriu-se que a organização americana que fiscaliza álcool, tabaco e armas de fogo http://www.atf.gov/ enviou milhares de armas para os cartéis da droga mexicanos, operação conhecida por "Fast & Furious". A questão, e a suspeita, é saber, para além da coisa em si, se há dinheiro dos contribuintes por trás deste fornecimento de armas a quem as utiliza para introduzir droga nos EUA e, de caminho, deixar um amplo rasto de morte em terras mexicanas.

Céleres, o chefe da comissão de supervisão da Câmara de Representantes e um senador, intimam Eric Holder, o titular do Departamento de Justiça, em Maio de 2011, a comparecer no Congresso para esclarecimentos sobre esta famosa operação. E assim foi, tendo Holder declarado que só tinha tomado conhecimento do caso no mês anterior, em Abril de 2011. Porém, em Outubro de 2011, surgem documentos indiciadores de que Holder terá enviado relatórios em 2010 sobre o assunto. Em Abril de 2012, o chefe da comissão de supervisão da Câmara de Representantes, Darrell Issa, anuncia diligências no sentido de confrontar Holder com um "contempt vote", que deverá estar por dias, ao qual se parecem somar alguns representantes democráticos, eventualmente com medo do impacto que o caso possa ter nas eleições de Novembro. Há já quem peça a sua demissão.

http://www.foxnews.com/politics/2012/06/27/house-democrat-breaks-ranks-to-back-holder-contempt-as-vote-looms/

Não faltam no caso os ingredientes para um bom folhetim ou até uma boa telenovela, como aquelas a que a imprensa portuguesa tantas vezes nos fustiga com incidentes mais caseiros. O estranho é que pouco ou nada se tenha ouvido falar disto na imprensa portuguesa. Será que não tem interesse jornalístico? Fosse o presidente republicano e a coisa seria diferente.

manuelbras@portugalmail.pt

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2012/05/24

Os pobres de Obama 

Os socialistas e a esquerda em geral são conotados, na Europa e em Portugal, como aqueles que mais se preocupam com os "pobres": é assim que é formatada a cabeça dos portugueses desde os bancos da escola à imprensa. E lá vão acreditando...

É claro que para ganhar eleições é necessário que esta percepção entre na cabeça das pessoas: como os pobres são mais que os ricos - nem sei se haverá em Portugal alguém que se considere rico... - interessa arrebanhar esta massa eleitoral. Quanto mais pobres estiverem dependentes do Estado e de quem manda no Estado, melhor, mais votos... Ainda não perceberam porque é que o Estado lhes interessa tanto?

Obama também tem os seus pobres. Olhem para eles...

http://www.foxnews.com/politics/2012/05/15/timing-gay-marriage-announcement-paying-dividends-for-obama/


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2012/05/15

Os valores de Mitt Romney 

Ao contrário do que sucede na Europa, e especialmente em Portugal, onde uma grande parte dos candidatos políticos, de direita, claro, ocultam aos eleitores as suas convicções sobre os temas mais importantes, evitando sempre discuti-las e dá-las a conhecer, não se vá descobrir que são as mesmas dos candidatos de esquerda, na América esta ocultação é suspeita, impensável, condenável, porque evidencia falta de transparência e seriedade. Quem não fala das suas convicções é porque quer esconder alguma coisa. E se quer esconder alguma coisa, quer enganar o eleitorado. Enquanto os portugueses têm muita dificuldade em perceber isto, que, no fundo, têm sido enganados, os americanos são muito mais assertivos e não passa pela cabeça de um político na América candidatar-se ao que quer que seja sem dar explicações sobre as suas convicções de forma clara e transparente.

De Barack Obama já se sabe.

Para quem tiver dúvidas, aqui ficam as convicções de Mitt Romney.


Values

Abortion

Mitt Romney is pro-life. He believes it speaks well of the country that almost all Americans recognize that abortion is a problem. And in the quiet of conscience, people of both political parties know that more than a million abortions a year cannot be squared with the good heart of America.

Mitt believes that life begins at conception and wishes that the laws of our nation reflected that view. But while the nation remains so divided, he believes that the right next step is for the Supreme Court to overturn Roe v. Wade – a case of blatant judicial activism that took a decision that should be left to the people and placed it in the hands of unelected judges. With Roe overturned, states will be empowered through the democratic process to determine their own abortion laws and not have them dictated by judicial mandate.

Mitt supports the Hyde Amendment, which broadly bars the use of federal funds for abortions. As president, he will end federal funding for abortion advocates like Planned Parenthood. He will protect the right of health care workers to follow their conscience in their work. And he will nominate judges who know the difference between personal opinion and the law.

Because the good heart of America knows no boundaries, a commitment to protecting life should not stop at the water’s edge. Taking innocent life is always wrong and always tragic, wherever it happens. The compassionate instincts of this country should not be silent in the face of injustices like China’s One-Child policy. No one will ever hear a President Romney or his vice president tell the Chinese government that "I fully understand" and won’t “second guess” compulsory sterilization and forced abortion.

Americans have a moral duty to uphold the sanctity of life and protect the weakest, most vulnerable and most innocent among us. As president, Mitt will ensure that American laws reflect America’s values of preserving life at home and abroad.

Stem Cell Research

Great advancements in science are welcome antidotes to human frailty. The desire to save and strengthen the lives of those we love is noble and good, yet the promise of science does not justify discarding our moral duty to protect human life in its most vulnerable form. Scientific research and the preservation of human dignity are complementary, and America’s laws must reflect this conviction.

Stem cell research is a great scientific frontier, and it must be pursued with respect and care. When confronted with the issue of stem cell research as governor of Massachusetts, Mitt Romney chose to support life by vetoing a bill that would have allowed the cloning of human embryos. Quite simply, America cannot condone or participate in the creation of human life when the sole purpose of its creation is its sure destruction.

Adult stem cell research and alternative methods to derive pluripotent stem cells, such as altered nuclear transfer and direct reprogramming, are scientific paths that carry much promise and avoid raising ethical concerns. As president, Mitt will focus his energy on laws and policies that promote this kind of research to unlock the medical breakthroughs that our loved ones so desperately need.

Marriage

The values that Mitt Romney learned in his home have enriched his life immeasurably. With his parents’ example before him, he married, had five sons, and now basks in the joy of sixteen grandchildren.

Marriage is more than a personally rewarding social custom. It is also critical for the well-being of a civilization. That is why it is so important to preserve traditional marriage – the joining together of one man and one woman. As president, Mitt will not only appoint an Attorney General who will defend the Defense of Marriage Act – a bipartisan law passed by Congress and signed by President Clinton – but he will also champion a Federal Marriage Amendment to the Constitution defining marriage as between one man and one woman.

http://www.mittromney.com/issues/values



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Irmandade Muçulmana e Barack Obama 


O que pensará a Irmandade Muçulmana das simpatias, recentemente reveladas, de Barack Obama pelo "casamento" homossexual?


http://www.bbc.co.uk/news/world-middle-east-12313405



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2012/05/11

O lavatório 

Barack Obama, após piruetas ao longo dos anos, subscreveu publicamente, em entrevista à cadeia ABC, o chamado "casamento" gay.

http://online.wsj.com/article/SB10001424052702304070304577394332545729926.html?mod=WSJEUROPE_hpp_MIDDLETopNews

Há quem diga que o momento foi escolhido pensando em ganhar votos daqui a seis meses. Será que ganha votos? Será que perde? Só com o tempo se verá. Para já, o que se sabe é que nos 30 estados em que o "casamento" gay foi a votos chumbou sempre. O último foi, sinal dos tempos, há poucos dias na Carolina do Norte. O desfecho de tudo isto é bem mais imprevisível na América do que na União Europeia, porque nem os Estado Unidos são a União Europeia, nem os americanos são os europeus.

Outros dizem que o anúncio se destina a lançar na sociedade americana a discussão sobre o assunto e a definição de casamento - como se o tema não estivesse já lançado - para desviar as atenções e a discussão de questões económicas, em que Obama se revelou, face às promessas de 2008, um verdadeiro bluff, uma verdadeira desilusão, após tanta ilusão inicial. Ou até para desviar as atenções de Guantanamo, a tal base e prisão que prometera encerrar. Mais outro bluff. Ou o Obamacare...

Vistas bem as coisas, o consulado de Obama não foi mais que fogo de artifício. Muita conversa, muita retórica, belos discursos, mas substância... nada.

O resvalar de Obama para políticas autoritárias de birth control, de aceitação e protecção de leis abortistas ou, agora, para simpatias com a homossexualidade e o "casamento" dos homossexuais não é mais do que aviar a mesma receita socialista que aviou o Sócrates ou o Sapateiro, para dar dois exemplos. Afinal de contas o truque é sempre o mesmo: finge-se que a prioridade é a economia, mas a verdadeira prioridade é a engenharia socialista, a ideologia do género.

Porque será que as políticas socialistas vão sempre parar à morte (aborto e eutanásia) e à homossexualidade? É fatal.

O socialismo, hoje, é como a água no lavatório: converge sempre para o buraco.


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2012/03/04

Super Tuesday 


As primárias republicanas, que já rolam há dois meses, e de onde sairá o candidato que terá a espinhosa, mas não impossível, missão de derrotar Obama, têm um dia crucial em 10 estados na próxima terça-feira.

Dos quatro candidatos em parada, dois - Newt Gingrich e Ron Paul - terão dificuldade em sobreviver a esta prova, enquanto os outros dois, Mitt Romney e Rick Santorum, se apresentam como os mais preferidos. Provavelmente a nomeação republicana deverá cair em Romney ou Santorum. Está em jogo saber mostrar ao eleitorado republicano e independente a melhor resposta para uma certa desilusão com Obama, seja na política interna, seja na política externa, bem como à tentativa de imposição governamental do consumo de contraceptivos, visto como uma tentativa de forçar as convicções das pessoas e um atentado à liberdade de ser coerente com essas mesmas convicções.

De referir que a Administração Obama, sobretudo através da Secretária de Estado Hillary Clinton, tem encorajado e pressionado vários países, inclusivamente através da ONU, a aceitar e a introduzir a prática do aborto e da homossexualidade. Tudo com a justificação dos "direitos"... pois claro.

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2010/11/03

O esfumar de um sonho 


Qualquer povo pode embarcar em sonhos e alimentar ilusões, enquanto tenta resistir à realidade.

Mas os americanos parecem ser o povo que, uma vez embarcado numa ilusão, mais rapidamente volta à realidade, sem dúvida pelo influxo doutrinário dos seus Pais Fundadores.

Nós, portugueses, tivemos azar. D. Afonso Henriques não deixou muita doutrina política escrita para a posteridade. Ele e outros reis ilustres escreveram, ao longo dos séculos, essa doutrina com as suas vidas. Mas isso, pouco pinta para muitos portugueses de hoje.

Voltando à América, é patente que o sonho personificado por Barack Obama há apenas dois anos atrás, que comoveu talvez mais os europeus que os americanos, ruiu. Hoje Obama é estatísticamente mais desaprovado (50%) que aprovado (45%). Nas eleições de 2 de Novembro os republicanos vão reforçar o número de governadores estaduais (mais 6 ou 7) e o mais provável é que recuperem o controle absoluto da Câmara de Representantes.

No que toca ao Senado, aí tudo é mais complicado e imprevisível. A única coisa certa é que os democratas vão perder senadores (provavelmente 10) e os republicanos vão ganhar senadores (7 ou 8). É provável um empate 49/49 ficando muita coisa a depender de 2 independentes, ou, caso, no Alaska, Lisa Murkowski seja eleita como independente em vez de Joe Miller, ficará uma relação 49/48 favorável aos democratas ficando muitas coisas igualmente a depender de 3 independentes.

A campanha para a eleição ao Senado tem sido bastante aguerrida e renhida, sobretudo em estados como o Alaska, Colorado, Illinois, Nevada (onde Harry Reid, o líder dos democratas no Senado deverá ser apeado por Sherron Angle), Washington e Virgínia Ocidental. Na Califórnia, Carly Fiorina, ex-CEO da Hewlett_Packard, apesar de uma campanha bastante combativa não deverá conseguir apear Barbara Boxer do Senado, da mesma forma que Meg Whitman, ex-CEO da ebay, não deverá suceder a Arnold Schwartzenegger no governo da Califórnia. Não parece ser ainda desta que a Califórnia é vermelha.

Assim deverá começar o fim de (mais) um sonho chamado Obama.

Isso, porém, sendo necessário, não é suficiente.

São necessárias alternativas credíveis para 2012.

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2010/01/20

O princípio do fim da hegemonia de Obama? 


Manuel Brás

Para muitos americanos, talvez para a maioria, a eleição de Scott Brown para Senador do estado de Massachusetts, em detrimento da mais que favorita Martha Coakley, marca aquilo que pode ser o princípio do fim da hegemonia de Obama no Congresso e na política americana.

Não só porque a correlação de forças no Senado passa a ser, em termos partidários, que vale o que vale, 59-41 a favor dos democratas, o que pode ameaçar a aprovação na especialidade do serviço de saúde pretendido por Obama, mas também porque é a prova de como é possível vencer o favoritismo mediático da esquerda, desde que exista vontade de combate político. Eis mais uma frente em que a direita americana bate aos pontos a europeia: ali combate-se sem medos nem cobardias pelas convicções que se têm contra o estado intervencionista e totalitário.

De facto, o povo americano tem o poder e políticos capazes de mudar rapidamente as tendências políticas, apesar dos media. E isso é espantoso.

http://www.foxnews.com/politics/2010/01/19/polls-close-competitive-massachusetts-senate-race/


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2009/11/15

Democracia, Referendos e Profecias 

Manuel Brás

Um dos “case-studies” mais apetitosos para os politólogos é a relação entre os sistemas ditos democráticos e os referendos que se vão realizando aqui e ali. Outro seria a relação entre a política e os media, mas disso é melhor nem falar.

Todos nós conhecemos a história dos referendos, sobre diversas matérias, em Portugal e noutros países relativamente próximos como a Irlanda, a França, a Holanda ou a Dinamarca.

O que não sabemos, porque não foi, ou quase não foi, notícia – certamente por esquecimento devido ao muito que há para fazer – nos media em Portugal, é que no dia 3 de Novembro, na América, a par de eleições para governadores nos estados de Virgínia e New Jersey, em que os candidatos de Obama foram derrotados, no estado de Maine houve um referendo que chumbou a equiparação das uniões do mesmo sexo ao casamento, com a particularidade de ter sido o 31º referendo sobre este assunto e sempre com o mesmo resultado, em estados americanos. Ou seja, nunca houve um referendo sobre este tema em que o eleitorado sufragasse a ideia de que uniões do mesmo sexo dão casamento. Um verdadeiro 31.

Perante esta conjuntura, impõem-se três profecias, bem mais fáceis de fazer que as previsões do clima para o fim do século (com modelos computacionais e tudo):

• Como não há 31 sem 32, irá haver um 32º referendo na América para tentar equiparar as uniões do mesmo sexo ao casamento
• Como há sempre 2 sem 3, não haverá um 3º referendo em Portugal sobre o aborto, nem haverá um 3º referendo na Irlanda sobre o Tratado de Lisboa

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2009/11/13

E estes, não levam nada? 


Manuel Brás

Ainda que atrasado, aqui vai um comentário à concessão do Prémio Nobel da Paz a Barack Obama, justificado com base na esperança, já que com factos não é possível. Os “nóbeis” estão cada vez mais dominados pela ideologia que pretende determinar o pensamento único à escala global.

Daqui a uns dias, talvez semanas, se verá a decisão de Obama de enviar, ou não, mais tropas para o Afeganistão. Aí, vamos ver.

Até lá, é caso para perguntar porque é que homens como Fidel Castro, Chavez, Ahmadinejad ou Putin não recebem também o Prémio Nobel da Paz. É que eles têm feito imenso pelo desarmamento nuclear.

No Ocidente, claro está…

manuelbras@portugalmail.pt

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A América em mudança 


Manuel Brás

O refrão da campanha de Obama, que terminou há um ano, está a cumprir-se à letra: Change you can believe in!

Com um ano de Obama em cima, parece que os americanos se estão a fartar depressa. Nas eleições de 3 de Novembro o Partido Republicano conquistou governadores nos estados de Virgínia e New Jersey, enquanto o candidato à Câmara dos Representantes do recém nascido Partido Conservador pelo 23º círculo eleitoral de Nova York arrecadava 45% frente a 49% do candidato democrata, depois de ter obrigado, três dias antes das eleições, a candidata do Partido Republicano – Scozzafava – a desistir da corrida com uns míseros 16%. Um começo honroso para o Partido Conservador e uma retoma animadora para os republicanos.

Mas, a maior surpresa veio do Maine, contra todas as sondagens e previsões. A maioria dos eleitores rejeitou a equiparação das uniões homossexuais ao casamento, o que faz elevar para 31 o nº de estados, incluindo a Califórnia, que sobre este assunto se pronunciou desta maneira, sem que os eleitores americanos alguma vez tenham aprovado a decisão contrária. Ou seja, 31 a 0.

É curioso que a maioria dos eleitores vota num determinado sentido, mas alguns juízes têm a mania que educam toda a gente e tomam unilateralmente decisões contrárias. Democracia, sim, mas desde que os votos vão no sentido que interessa aos iluminados.

Isto faz lembrar qualquer coisa que dá pelo nome de UE.


manuelbras@portugalmail.pt

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2009/07/08

Um Americano em Moscovo 


Manuel Brás

Insinuava o Embaixador dos EUA em Portugal, há uns meses atrás, em entrevista à RTP, a propósito da eleição de Barack Obama, que a política externa americana não poderia mudar significativamente, apesar da nova administração.

O que mudou foi a retórica, a forma galante de comunicar as pretensões e objectivos, tentando dar um ar de abrangência e globalidade, procurando identificar as pretensões americanas com as das outras potências: o engagement.

Não sei se isso é melhor ou pior para a Rússia de Putin e Medvedev. O futuro o dirá, como sempre, nestas questões de retórica de que vive a diplomacia.

Em termos psicológicos, parece ter acalmado a tensão russa à volta da Geórgia, embora o problema permaneça, tal como permanece a oposição russa à instalação de mísseis defensivos e radares na Polónia e República Checa. Mas talvez os desenvolvimentos políticos e militares no Irão e na Coreia do Norte ajudem os russos a compreender que a instalação de mísseis defensivos e radares, bem como a adesão à NATO de algumas das suas antigas colónias, só será contra a Rússia se o poder russo assim o quiser.

De resto, foi surpreendente o acordo para passagem de material militar americano através do espaço aéreo russo do e para o Afeganistão, e interessante o acordo para redução de armas nucleares, restando saber se realmente tem efeitos práticos, sobretudo à luz das pretensões militares de Teerão e Piongyang.

O balanço é positivo.

Resta saber se Obama é vulnerável ao ponto de abdicar de meios de defesa essenciais e se a Rússia tem, de facto, uma política externa e de defesa consistente, ou se trata apenas de um instinto imperial.


http://www.foxnews.com/politics/2009/07/06/russia-cooperation-afghanistan-shows-degree-turn/?test=latestnews

http://www.foxnews.com/politics/2009/07/06/obamas-diplomacy-tested-russia/

http://www.foxnews.com/politics/2009/07/05/russia-calls-compromise-missile-defense-plans/?test=latestnews


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2009/06/23

Obama à prova 


Manuel Brás

Enquanto os protestos pacíficos no Irão continuam a ter como resposta a violência policial do regime de Ahmadi e mais mortos, por aqui tudo continua sereno como se nada ali estivesse a acontecer.

Contra Ahmadis, Chavez e Castros nunca há vigílias, protestos, campanhas na imprensa, jornalistas indignados, direitos humanos a reivindicar. Ninguém exige a suspensão das funções de Ahmadi, pelo menos até uma recontagem credível. Nada. Contra a esquerda não há nada disto.

Como seria diferente a imprensa e a agitação política se o mesmo acontecesse nos EUA, na França, na Itália, no Reino Unido ou em Israel…

Por aqui se vê como a política e a imprensa, que, no fundo, são uma só coisa, estão viciadas a favor da esquerda e doa seus barões.

http://www.foxnews.com/story/0,2933,528004,00.html

Entretanto, Obama dá sinais de hesitação na retórica, na acção e na coragem. Que fazer? Que dizer? Prudência…Talvez este seja o primeiro grande teste internacional.

Serão os efeitos do discurso de Obama ao mundo islâmico?

Ou será que volta o Eixo do Mal?

manuelbras@portugalmail.pt

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2009/06/17

Combater ou adaptar? 



Manuel Brás

A Casa Branca publicou recentemente um relatório noticiado e comentado por
http://www.foxnews.com/ sobre o estado do aquecimento global, em que parece haver mixed feelings com um certo realismo.

A linguagem tornou-se bastante mais agressiva e medonha, quanto aos supostos efeitos do aquecimento global, em relação aos tempos de W. Bush, como já era de esperar. Mas, isso é política. Se a linguagem, mais ou menos retórica ou aterrorizante, não é política, então o que é a política?

No meio disto tudo permanecem os factos científicos.

Que o clima muda ao longo dos anos e das décadas. Que isso afecta espécies, recursos e ecossistemas. Que não há só efeitos negativos, mas também benefícios. Que grande novidade!

Apesar dos comentadores continuarem a recomendar cortes nos gases com efeito de estufa, já não dão como absolutamente certos os efeitos mais catastróficos e badalados pelos media, nem garantem que seja possível dominar absolutamente o curso das variações climáticas. Falam de variações “potencialmente possíveis”, o que não deixa de ser um termo delicioso.

Pelo contrário, começam a falar de adaptação, e não dizem que o Homem é o culpado das variações climáticas. Ao menos isso.

Só é pena que não tenham reportado registos de temperaturas da última década, porque isso talvez ajudasse a formular alguma tendência.

Entretanto, o mês de Junho brindou nos hemisférios norte e sul algumas surpresas talvez imprevistas nos modelos que suportam a sound science do global warming, tais como queda de neve no sul do Brasil, no Dakota do Norte (EUA), Suécia, Finlândia e Reino Unido.

www.dailymail.co.uk/news/article-1191089/Its-June--snowing-From-sweltering-shivering-just-week-happen-great-British-summer.html

http://wattsupwiththat.com/2009/06/06/dickinson-nd-sees-first-june-snowfall-in-60-years/

http://www.hs.fi/english/article/Recent+frosty+nights+damage+berry+crops+chicks+die+in+nests/1135246622486

http://mitos-climaticos.blogspot.com/2009/06/neve-e-calor-fora-do-vulgar.html



manuelbras@portugalmail.pt

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2009/06/16

ELEIÇÕES NO IRÃO 

Mais uma colaboração de um leitor amigo, analisando as eleições no Irão.

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Estas “eleições” são:

1 - Um murro no estômago do Obama;

2 - Prova da incompetência infinita de Obama e Hillary;

3 - Os discursos idílicos, burilados e românticos de Obama são tretas; Ayatollahs, Coreia N., talibãs, Fidel, Bin laden e quejandos gozam à brava com isso.

4 - As patetices de Obama-Hillary provam que W. Bush teve razão em chamar “eixo do mal” à Coreia N., Irão, Síria. Os acontecimentos dos últimos dias provam que o "Eixo" são países da pedra lascada. Só quem perfilha simpatia por esta barbárie não vê isso.

E por incrível que pareça, em Portugal há quem tenha estas simpatias e... mais, se considere "evoluído"!!!

5 - Os Ayatollas são a tampa de uma panela de pressão. Um dia vai explodir. Só idiotas tipo Obama e Hillary acham que é possível negociar com eles.

6 - Num país em que os Ayatollahs controlam e vigiam escolas, universidades, TVs, jornais, rádios, polícias, forças armadas, vida social e familiar, matam mulheres à pedrada, escolhem os candidatos e as mesas de voto, fizeram uma campanha gigantesca pelo Ahmadi não sei quantas, como podia haver eleições?

Mas ouve-se e lê-se esta palavra (em Portugal, que na UE e USA dizem a verdade) sem qualquer explicação dos "jornalistas" sobre a realidade.

A enviada da RTP/RDP (Márcia Rodrigues) então, atinge as raias da insanidade mental! Essa, a tal que entrevistou o embaixador em Lisboa toda tapadinha... Exacto, tapadinha (não desconversem: tapadinha de roupa, não de massa cinzenta!) Então, esses(as) "profissionais" não sabem uma vírgula sobre polícias políticas dos Ayatollahs, sobre lapidação de mulheres, sobre poligamia, sobre corrupção ligada ao petróleo, sobre imensas disparidades sociais à vista num dos países mais ricos em petróleo do Mundo....?

7 - AH!,claro. Os Ayatollahs são anti-USA! Não se podem criticar!

Miserabilismo mental.

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