2009/10/23
Caim, Caim

Manuel Brás
Sobre a polémica à volta das declarações ridículas de Saramago já quase tudo foi dito, até que Deus não precisa de insultar o Saramago para vender mais bíblias.
O que é facto é que o homem tem uma soberba que vai daqui até à Lua, ao ponto de dar ordens à Judite de Sousa sobre o que pode e não pode falar a respeito dele. E a soberba, como se sabe, cega o entendimento. Ele lá sabe porque se dedicou tanto à cegueira, não à dos olhos, mas da razão.
Saramago diz-se ateu, o que significa que pensa que Deus não existe. Mas depois vem dizer que o Deus da Bíblia é cruel, vingativo e não é de fiar. Ora bolas. Como é que alguém que não existe pode ser cruel, vingativo e infiel?
Por este andar, vamos ter mais revelações…
manuelbras@portugalmail.pt
Etiquetas: Manuel Brás
2009/10/21
Aqui há gato...
Manuel Brás
O “Público” de 4 de Outubro fazia referência a um estudo realizado por várias conferências episcopais sobre o impacto e a forma como as mensagens da Igreja eram aceites, na Europa, pelas pessoas, segundo se tratasse de questões de moral sexual e bioética ou de questões de solidariedade e desenvolvimento, ou seja, de política.
O resultado não espanta, mas por si só não chega. Mais importante é perceber porque se chegou a este ponto. A isto não é estranha a propaganda mediática ao longo dos anos orientada num certo e único sentido, sem contraditório, para formatar a “opinião pública”, bem como o silêncio cúmplice ou a incoerência, teórica e prática, de muitos outros que tinham a obrigação de esclarecer e fazer a diferença.
É curioso como as pessoas acham que a Igreja se deve calar em matéria de moral sexual e direito à vida, mas já aceitam o discurso daqueles que defendem os valores contrários, que são, supostamente, políticos.
Não deixa de ser bizarra a percepção que muitas pessoas têm do que é a Igreja. Aceitam mal a moral cristã, sobretudo no que toca à sexualidade e à transmissão da vida humana, e por isso acham que a Igreja não deve falar disso, mas já acham que a Igreja deve falar de desenvolvimento, de solidariedade, em suma, de política. Como se os princípios que a Igreja tem para falar de solidariedade e desenvolvimento fossem diferentes dos que tem para falar de moral sexual e direito à vida humana. Talvez o descrédito e o desgaste da classe política portuguesa faça pensar que a Igreja tem alguma receita milagrosa para a crise económica e social em que estamos mergulhados. No fundo talvez as pessoas julguem que a Igreja serve para varrer os cacos da sociedade de consumo. Se os políticos falharem, a Igreja supre...
Se a Igreja deve falar de desenvolvimento e solidariedade, por ser mais aceite, então os políticos devem falar de quê? De moral e religião?
Se Jesus Cristo e os primeiros cristãos estivessem à espera de sondagens favoráveis para evangelizar, estavam tramados.
manuelbras@portugalmail.pt
O “Público” de 4 de Outubro fazia referência a um estudo realizado por várias conferências episcopais sobre o impacto e a forma como as mensagens da Igreja eram aceites, na Europa, pelas pessoas, segundo se tratasse de questões de moral sexual e bioética ou de questões de solidariedade e desenvolvimento, ou seja, de política.
O resultado não espanta, mas por si só não chega. Mais importante é perceber porque se chegou a este ponto. A isto não é estranha a propaganda mediática ao longo dos anos orientada num certo e único sentido, sem contraditório, para formatar a “opinião pública”, bem como o silêncio cúmplice ou a incoerência, teórica e prática, de muitos outros que tinham a obrigação de esclarecer e fazer a diferença.
É curioso como as pessoas acham que a Igreja se deve calar em matéria de moral sexual e direito à vida, mas já aceitam o discurso daqueles que defendem os valores contrários, que são, supostamente, políticos.
Não deixa de ser bizarra a percepção que muitas pessoas têm do que é a Igreja. Aceitam mal a moral cristã, sobretudo no que toca à sexualidade e à transmissão da vida humana, e por isso acham que a Igreja não deve falar disso, mas já acham que a Igreja deve falar de desenvolvimento, de solidariedade, em suma, de política. Como se os princípios que a Igreja tem para falar de solidariedade e desenvolvimento fossem diferentes dos que tem para falar de moral sexual e direito à vida humana. Talvez o descrédito e o desgaste da classe política portuguesa faça pensar que a Igreja tem alguma receita milagrosa para a crise económica e social em que estamos mergulhados. No fundo talvez as pessoas julguem que a Igreja serve para varrer os cacos da sociedade de consumo. Se os políticos falharem, a Igreja supre...
Se a Igreja deve falar de desenvolvimento e solidariedade, por ser mais aceite, então os políticos devem falar de quê? De moral e religião?
Se Jesus Cristo e os primeiros cristãos estivessem à espera de sondagens favoráveis para evangelizar, estavam tramados.
manuelbras@portugalmail.pt
Etiquetas: Em Defesa da Vida, Manuel Brás
2009/10/13
As coisas que o Miguel manda…
Manuel Brás
O Miguel, nosso amigo e colaborador, enviou o seguinte texto, que me atrevo a actualizar com mais uma alínea, no fim:
a-) VAIS TER RELAÇÕES SEXUAIS?... O GOVERNO DÁ UM PRESERVATIVO.
b-) JÁ TIVESTE?... O GOVERNO DÁ A PÍLULA DO DIA SEGUINTE.
c-) ENGRAVIDASTE?... O GOVERNO DÁ O ABORTO.
d-) TIVESTE FILHO?... O GOVERNO DÁ O ABONO DE FAMÍLIA
e-) ESTÁS DESEMPREGADO?... O GOVERNO DÁ O SUBSÍDIO DE DESEMPREGO.
f-) ÉS VICIADO E NÃO GOSTAS DE TRABALHAR?... O GOVERNO DÁ O RENDIMENTO MÍNIMO GARANTIDO
g-) CABULASTE E NÃO FIZESTES O 2º OU O 3º CICLO?... O GOVERNO DÁ-TO EM 3 MESES NAS NOVAS OPORTUNIDADES.
AGORA.... EXPERIMENTA ESTUDAR, TRABALHAR, PRODUZIR E ANDAR NA LINHA PARA VER O QUE TE ACONTECE!!!... O GOVERNO DÁ-TE UMA BOLSA DE IMPOSTOS PARA PAGAR AS ALÍNEAS ANTERIORES!!!
h) És doente terminal? O Governo dá-te a morte através da eutanásia.
manuelbras@portugalmail.pt
O Miguel, nosso amigo e colaborador, enviou o seguinte texto, que me atrevo a actualizar com mais uma alínea, no fim:
a-) VAIS TER RELAÇÕES SEXUAIS?... O GOVERNO DÁ UM PRESERVATIVO.
b-) JÁ TIVESTE?... O GOVERNO DÁ A PÍLULA DO DIA SEGUINTE.
c-) ENGRAVIDASTE?... O GOVERNO DÁ O ABORTO.
d-) TIVESTE FILHO?... O GOVERNO DÁ O ABONO DE FAMÍLIA
e-) ESTÁS DESEMPREGADO?... O GOVERNO DÁ O SUBSÍDIO DE DESEMPREGO.
f-) ÉS VICIADO E NÃO GOSTAS DE TRABALHAR?... O GOVERNO DÁ O RENDIMENTO MÍNIMO GARANTIDO
g-) CABULASTE E NÃO FIZESTES O 2º OU O 3º CICLO?... O GOVERNO DÁ-TO EM 3 MESES NAS NOVAS OPORTUNIDADES.
AGORA.... EXPERIMENTA ESTUDAR, TRABALHAR, PRODUZIR E ANDAR NA LINHA PARA VER O QUE TE ACONTECE!!!... O GOVERNO DÁ-TE UMA BOLSA DE IMPOSTOS PARA PAGAR AS ALÍNEAS ANTERIORES!!!
h) És doente terminal? O Governo dá-te a morte através da eutanásia.
manuelbras@portugalmail.pt
Etiquetas: Em Defesa da Vida, Ensino, Impostos, Manuel Brás, Miguel Lima, Saúde
Aos assustados
Manuel Brás
Os termos nacionalismo e nacionalista ainda hoje continuam a assustar.
São, indubitavelmente, termos ambíguos, no sentido de que os seus significados não são os mesmos para todos, podendo até ter significados contrários.
É um caso análogo aos termos liberalismo e liberal. Veja-se como liberal na América significa socialista/esquerdista. Na Europa também é quase assim. Porém, o termo conservador na América designa alguém que perfilha os princípios do liberalismo clássico.
É que, basta que um blogue contenha os vocábulos nacional ou nacionalista para que algumas pessoas, sem mais raciocínio e discernimento, se assustem de imediato, façam queixinhas e demonizem pelas costas, quando antes nunca tiveram a coragem de o fazer pela frente. Como se as Nações não existissem... E depois vêm falar de tolerância...
Mas, pela parte que me toca, não há razão para sustos, porque eu não tenho medo de explicar o que entendo por nacionalismo. Até porque a reflexão e a partilha de ideias políticas nunca fez mal a ninguém.
Assim como uma determinada visão do Homem pode gerar um humanismo, uma determinada visão da sociedade ou do Estado pode gerar o socialismo, a teorização da Nação designa-se nacionalismo. Porque as Nações existem e constituem um valor político, é possível teorizar sobre elas, ou melhor, é impossível deixar de teorizar sobre elas. Noutras palavras, o nacionalismo também pode ser entendido como uma ética para a qual a Nação é considerada o valor supremo na ordem política. E sublinho na ordem política, porque considero que a ordem política não é tudo, nem é fechada, e não abrange tudo, conforme pretendem as tendências totalitárias. Não é a ordem política que define a natureza do homem, nem dos grupos sociais e não está acima da ética: aceita-os e trabalha consequentemente em prol do comum e da unidade.
Por conseguinte, é possível conceber a Nação como valor supremo na ordem política, limitada em termos éticos ou morais pela natureza humana, que é dizer, pela lei natural.
Só isso.
manuelbras@portugalmail.pt
Os termos nacionalismo e nacionalista ainda hoje continuam a assustar.
São, indubitavelmente, termos ambíguos, no sentido de que os seus significados não são os mesmos para todos, podendo até ter significados contrários.
É um caso análogo aos termos liberalismo e liberal. Veja-se como liberal na América significa socialista/esquerdista. Na Europa também é quase assim. Porém, o termo conservador na América designa alguém que perfilha os princípios do liberalismo clássico.
É que, basta que um blogue contenha os vocábulos nacional ou nacionalista para que algumas pessoas, sem mais raciocínio e discernimento, se assustem de imediato, façam queixinhas e demonizem pelas costas, quando antes nunca tiveram a coragem de o fazer pela frente. Como se as Nações não existissem... E depois vêm falar de tolerância...
Mas, pela parte que me toca, não há razão para sustos, porque eu não tenho medo de explicar o que entendo por nacionalismo. Até porque a reflexão e a partilha de ideias políticas nunca fez mal a ninguém.
Assim como uma determinada visão do Homem pode gerar um humanismo, uma determinada visão da sociedade ou do Estado pode gerar o socialismo, a teorização da Nação designa-se nacionalismo. Porque as Nações existem e constituem um valor político, é possível teorizar sobre elas, ou melhor, é impossível deixar de teorizar sobre elas. Noutras palavras, o nacionalismo também pode ser entendido como uma ética para a qual a Nação é considerada o valor supremo na ordem política. E sublinho na ordem política, porque considero que a ordem política não é tudo, nem é fechada, e não abrange tudo, conforme pretendem as tendências totalitárias. Não é a ordem política que define a natureza do homem, nem dos grupos sociais e não está acima da ética: aceita-os e trabalha consequentemente em prol do comum e da unidade.
Por conseguinte, é possível conceber a Nação como valor supremo na ordem política, limitada em termos éticos ou morais pela natureza humana, que é dizer, pela lei natural.
Só isso.
manuelbras@portugalmail.pt
Etiquetas: Balanço do Nacionalismo Português Actual, II Congresso Nacionalista Português, Manuel Brás, Um Nacionalismo Novo
2009/10/02
In Memoriam: Irving Kristol

Manuel Brás
O movimento conservador perdeu um dos seus expoentes máximos nas últimas 5 ou 6 décadas. Dito de outra forma: se o conservadorismo tem, na América, a convicção, a capacidade de mobilização e a militância que se lhe reconhece, deve-o, em grande medida, a este homem.
Oriundo da esquerda revolucionária trotskysta – será que o Anacleto se anima? – e, talvez por isso, mais odiado, viria mais tarde, nos anos 40 e 50, a recusar as utopias e a aderir à realidade, também no que toca às condições de possibilidade políticas.
De resto, soube congregar gente de grande valia intelectual à sua volta, publicar revistas e livros que moldaram a opinião pública americana, e não só. Embora considerado por alguns como o pai do “neoconservadorismo”, resta saber até que ponto se trata, ou não, de uma nova corrente dentro do conservadorismo, ou se, afinal, se trata de uma síntese das várias correntes conservadoras clássicas.
Em resumo, foi o exemplo daquilo que só muito remotamente existe na Direita política em Portugal, embora, sem dúvida, com algumas figuras meritórias. Portugal precisa de Kristols.
A fim de não maçar demasiadamente o leitor, deixam-se aqui duas ligações para textos alusivos à vida e obra de Irving Kristol.
Aquilo que retemos de um autor é aquilo que, de forma mais relevante, nos marca. Para mim foi o livro “Neoconservatism – The Autobiography of an Idea” e, dele, a noção e a visão de conservador: um liberal submerso pela realidade.
http://www.heritage.org/Press/NewsReleases/nr091809a.cfm
http://www.mercatornet.com/articles/view/neo-conservatism_irving_kristols_living_legacy/
manuelbras@portugalmail.pt
Etiquetas: Manuel Brás, Movimento conservador
2009/09/29
De volta
Manuel Brás
Após dois meses de ausência por motivo de afazeres eleitorais, cá estamos de volta.
No entanto, verifica-se com agrado que o fluxo de visitantes não decaiu, até aumentou. E que novos visitantes durante esta temporada...
Vamos fazer por não desmerecer a sua companhia. Não os podemos defraudar. O pior que pode acontecer é aprenderem mais qualquer coisa de política, que bem falta faz.
Quanto aos temas, além do período politicamente aziago em que nos encontramos no plano nacional, e que nunca merecerá a desistência no combate contra a esquerda/totalitarismo, traremos aqui também pensamento e reflexão para a acção que nos sugere tudo o que se passa neste mundo, desde as convicções mais profundas e transcendentes até à cena política internacional.
Mas, em particular, urge criar, no plano nacional e europeu, uma alternativa de ideias e acção que seja capaz de combater e derrubar a esquerda caviar instalada. E, para isso, é preciso unir esforços, definir os pilares comuns de uma direita política capaz de entrar nas mentes dos portugueses e europeus.
Ou seja, fazer aquilo que não foi feito nos últimos 30 anos: meter três ou quatro ideias de fundo na cabeça dos portugueses.
Fica, mais uma vez, a lição de que a política não são só os lugares e as cadeiras que se podem ganhar ou perder. O mais importante da política são as ideias. E de que maneira.
manuelbras@portugalmail.pt
Após dois meses de ausência por motivo de afazeres eleitorais, cá estamos de volta.
No entanto, verifica-se com agrado que o fluxo de visitantes não decaiu, até aumentou. E que novos visitantes durante esta temporada...
Vamos fazer por não desmerecer a sua companhia. Não os podemos defraudar. O pior que pode acontecer é aprenderem mais qualquer coisa de política, que bem falta faz.
Quanto aos temas, além do período politicamente aziago em que nos encontramos no plano nacional, e que nunca merecerá a desistência no combate contra a esquerda/totalitarismo, traremos aqui também pensamento e reflexão para a acção que nos sugere tudo o que se passa neste mundo, desde as convicções mais profundas e transcendentes até à cena política internacional.
Mas, em particular, urge criar, no plano nacional e europeu, uma alternativa de ideias e acção que seja capaz de combater e derrubar a esquerda caviar instalada. E, para isso, é preciso unir esforços, definir os pilares comuns de uma direita política capaz de entrar nas mentes dos portugueses e europeus.
Ou seja, fazer aquilo que não foi feito nos últimos 30 anos: meter três ou quatro ideias de fundo na cabeça dos portugueses.
Fica, mais uma vez, a lição de que a política não são só os lugares e as cadeiras que se podem ganhar ou perder. O mais importante da política são as ideias. E de que maneira.
manuelbras@portugalmail.pt
Etiquetas: Manuel Brás
2009/07/27
BARBÁRIE NA COREIA DO NORTE
Manuel Brás
Recebemos do nosso amigo SÁTIRO informações sobre esse paraíso de esquerda que é a Coreia do Norte. Mas não fica nada mal juntar aos facínoras da Coreia do Norte outros como o Chávez, que quer abolir a propriedade privada na Venezuela, chamando-lhe "propriedade social", a tal que é de todos e não é de ninguém , portanto é dele, Chávez, ou como o Ahmadinejad...
Recebemos do nosso amigo SÁTIRO informações sobre esse paraíso de esquerda que é a Coreia do Norte. Mas não fica nada mal juntar aos facínoras da Coreia do Norte outros como o Chávez, que quer abolir a propriedade privada na Venezuela, chamando-lhe "propriedade social", a tal que é de todos e não é de ninguém , portanto é dele, Chávez, ou como o Ahmadinejad...
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Já muito se sabia sobre o regime assassino, mafioso composto por facínoras cruéis da Coreia do Norte.
Também se sabia que há políticos ressabiados, frustrados e sem vergonha que o apoiam e outros que o "desculpam" ou "compreendem": a razão era, obviamente, simples- tinha sido catalogado com pertencendo ao "Eixo do Mal" por W. Bush!
E a coligação político-mediática da pedra lascada que insultava W. Bush intoxicou o Mundo de que os inimigos de W. Bush, coitadinhos, eram gajos porreiros vítimas de um tresloucado.
Pois agora sabe-se que o regime asqueroso da Coreia do Norte utiliza crianças DEFICIENTES para testar armas químicas e biológicas!
http://www.asianews.it/index.php?l=en&art=15871&size=A
Deveria ser escândalo Mundial, primeira notícia em toda a comunicação social, provocar a indignação e manifs gigantescas em todo o planeta.
Mas não!
Manifs e indignações só para defender tiranos como Saddam.
Para que Mundo hipócrita, indigno, selvagem, bárbaro é que caminhamos?
Etiquetas: Em Defesa da Vida, Em defesa do Ocidente, Manuel Brás
2009/07/08
E o Chavez, pá?
Manuel Brás
A imprensa “internacional” anda aflita com o golpe nas Honduras e a esquerda também.
Duvido que o consumidor de notícias global perceba porque sucedeu o golpe: para evitar uma emenda à constituição do país que permitia alterar as regras do jogo democrático de modo a perpetuar Zelaya no poder por mais um mandato. Pelo menos. Depois, até podia ser que ele gostasse e fizesse outro referendo para ir a mais outro mandato, e por aí fora.
Ou seja, ele está a aprender com o Chavez, Castros e companhia.
O golpe – a sua detenção e saída do país – deu-se por ordem do Supremo Tribunal e foi para evitar que um outro golpe administrativo transformasse Zelaya no Chavez das Honduras.
O engraçado é que, quando o golpe é ao contrário, todos acham muito democrático, como sucede com os Chavez, os Castros, os Ahmadis, etc.
A tal “comunidade internacional”, que agora aperta o cerco às Honduras, nunca se lembrou de condenar com a mesma veemência a violência dos regimes de Chavez, dos Castros, dos Ahmadis, do Hezbollah ou do Hamas. Isso, obviamente, não se percebe na imprensa. Esses, sempre têm justificação aos olhos da “comunidade internacional”.
E mais engraçado ainda é que começaram por acusar os EUA de estarem por trás do golpe e agora vêm pedir ajuda.
http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2009/07/07/zelaya-pedira-hillary-atuacao-dos-eua-na-crise-de-honduras-756687138.asp
http://www.theweeklystandard.com/Content/Public/Articles/000/000/016/678eepbj.asp
manuelbras@portugalmail.pt
A imprensa “internacional” anda aflita com o golpe nas Honduras e a esquerda também.
Duvido que o consumidor de notícias global perceba porque sucedeu o golpe: para evitar uma emenda à constituição do país que permitia alterar as regras do jogo democrático de modo a perpetuar Zelaya no poder por mais um mandato. Pelo menos. Depois, até podia ser que ele gostasse e fizesse outro referendo para ir a mais outro mandato, e por aí fora.
Ou seja, ele está a aprender com o Chavez, Castros e companhia.
O golpe – a sua detenção e saída do país – deu-se por ordem do Supremo Tribunal e foi para evitar que um outro golpe administrativo transformasse Zelaya no Chavez das Honduras.
O engraçado é que, quando o golpe é ao contrário, todos acham muito democrático, como sucede com os Chavez, os Castros, os Ahmadis, etc.
A tal “comunidade internacional”, que agora aperta o cerco às Honduras, nunca se lembrou de condenar com a mesma veemência a violência dos regimes de Chavez, dos Castros, dos Ahmadis, do Hezbollah ou do Hamas. Isso, obviamente, não se percebe na imprensa. Esses, sempre têm justificação aos olhos da “comunidade internacional”.
E mais engraçado ainda é que começaram por acusar os EUA de estarem por trás do golpe e agora vêm pedir ajuda.
http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2009/07/07/zelaya-pedira-hillary-atuacao-dos-eua-na-crise-de-honduras-756687138.asp
http://www.theweeklystandard.com/Content/Public/Articles/000/000/016/678eepbj.asp
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Etiquetas: A ideologia onusiana, Em defesa do Ocidente, Manuel Brás
Um Americano em Moscovo

Manuel Brás
Insinuava o Embaixador dos EUA em Portugal, há uns meses atrás, em entrevista à RTP, a propósito da eleição de Barack Obama, que a política externa americana não poderia mudar significativamente, apesar da nova administração.
O que mudou foi a retórica, a forma galante de comunicar as pretensões e objectivos, tentando dar um ar de abrangência e globalidade, procurando identificar as pretensões americanas com as das outras potências: o engagement.
Não sei se isso é melhor ou pior para a Rússia de Putin e Medvedev. O futuro o dirá, como sempre, nestas questões de retórica de que vive a diplomacia.
Em termos psicológicos, parece ter acalmado a tensão russa à volta da Geórgia, embora o problema permaneça, tal como permanece a oposição russa à instalação de mísseis defensivos e radares na Polónia e República Checa. Mas talvez os desenvolvimentos políticos e militares no Irão e na Coreia do Norte ajudem os russos a compreender que a instalação de mísseis defensivos e radares, bem como a adesão à NATO de algumas das suas antigas colónias, só será contra a Rússia se o poder russo assim o quiser.
De resto, foi surpreendente o acordo para passagem de material militar americano através do espaço aéreo russo do e para o Afeganistão, e interessante o acordo para redução de armas nucleares, restando saber se realmente tem efeitos práticos, sobretudo à luz das pretensões militares de Teerão e Piongyang.
O balanço é positivo.
Resta saber se Obama é vulnerável ao ponto de abdicar de meios de defesa essenciais e se a Rússia tem, de facto, uma política externa e de defesa consistente, ou se trata apenas de um instinto imperial.
http://www.foxnews.com/politics/2009/07/06/russia-cooperation-afghanistan-shows-degree-turn/?test=latestnews
http://www.foxnews.com/politics/2009/07/06/obamas-diplomacy-tested-russia/
http://www.foxnews.com/politics/2009/07/05/russia-calls-compromise-missile-defense-plans/?test=latestnews
manuelbras@portugalmail.pt
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