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2004/12/02

Outras guerras além Iraque (V) 



(continuação)

Depois de identificar algumas das principais batalhas da guerra civilizacional em curso, que enfrenta duas Europas, duas Américas, duas globalizações – uma espontânea, outra programada –, no fundo, duas visões inconciliáveis de homem, de vida, de mundo, da própria existência, uma materialista e utópica, outra aberta à transcendência e assente no realismo da condição humana, surge a necessidade de criar na Europa um movimento cultural e intelectual, à semelhança do que sucedeu nos EUA durante os últimos anos, para erradicar a ideologia socialista (totalitária) veiculada pela ONU aos governos e aniquilar os seus efeitos nefastos na sociedade europeia.

É urgente e absolutamente necessário fazer emergir a Europa – as Nações europeias – da profunda decadência em que se encontra: decadência demográfica, crise de identidade, profundas divisões culturais e políticas, entre uma Europa de matriz cultural e histórica cristã, embora não confessional, e uma Europa anti-cristã, jacobina, de barrete frígio.

A primeira grande machadada a desferir é chumbar a “Constituição Europeia” pela via referendária. Não precisamos disso para nada. Basta de eurotachos.

Não temos nada a perder em votar NÃO! Tanto faz que se entenda ou não a pergunta. A resposta é sempre NÃO!

Não ao centralismo lúgubre de Bruxelas. Não a um super-estado totalitário que esmaga a soberania, a liberdade e a independência das Nações. Não temos nada a perder votando NÃO! O mais que nos pode acontecer é sermos soberanos, livres e independentes.

Apesar dos principais partidos do sistema aprovarem de cruz a “Constituição”, que vem alimentar a sua clientela, é muito provável que a maior parte das pessoas – apartidários e abstencionistas – chumbe o logro, como aconteceu em outros referenda.

Se a “Constituição” for chumbada estamos perante uma travagem histórica nos planos totalitários da ONU e, consequentemente, da UE, que só tem paralelo com a travagem imposta pela vitória de Bush, contra tudo e contra todos: ONU, UE, comunicação social. Houve 58 milhões de americanos que votaram contra a corrente dos poderes deste mundo, contra o sistema montado para que tudo acontecesse ao contrário.

Os recentes escândalos, desde assédio e abuso sexual a corrupção, que abalaram Kofi Annan e a ONU, pondo em causa a credibilidade e a legitimidade desta estrutura, são um forte revés para as suas pretensões de hegemonia política e ideológica. Afinal de contas o mundo vê, com estupor, todos estes escândalos rebentarem à volta da equipa incumbida de implementar a ética planetária, o direito de escolha, a saúde reprodutiva, a orientação sexual e o desenvolvimento sustentado.

Na América cresce, também entre democratas, a contestação a Kofi Annan e à própria ONU, que nos últimos anos tem ido muito além das incumbências para as quais foi criada. O movimento MoveAmericaForward lançou um spot televisivo com o slogan “Vamos atirar com a ONU para fora dos EUA” e exige uma revisão das contribuições dos EUA para a ONU.

Se a isto juntarmos o chumbo da “Constituição” do barrete frígio, a ONU e a sua ideologia materialista e totalitária sofrem mais um rude golpe, em favor, desta vez, da liberdade das Nações europeias.

Não tenhamos dúvidas: a UE é o cavalo de Tróia da ONU para a Europa.

Manuel Brás

(continua)

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