<$BlogRSDUrl$>

2007/10/25

Dirigentes “ao pelourinho”!
Certos dirigentes, claro 

Mas – dirão os meus leitores – porque é que dirigentes como os que estão postos “no pelourinho” – podem arrogar-se proceder como se as ZIF fossem efectivamente instituições sem personalidade jurídica, nem jamais devessem vir a adquiri-la?

Respondo.

Em primeiro lugar dizendo que nem eu nem os meus leitores exageramos excessivamente, imaginando os tais dirigentes “no pelourinho”.

É que o pelourinho era lugar também para expor os infractores das leis fazendo-os passar pela vergonha dos apupos e irrisão pública, como esses dirigentes merecem…

Além de igualmente ser lugar de açoitamentos, vergonha em cima de vergonha naturalmente.

Como no caso presente os açoites são açoites imaginários, fiquem-se também com eles os nossos infractores em questão, que estes açoites não doem, são só imaginários, “custam” portanto menos.

Em todo o caso, é muito provável que não sejam por isso pouco incómodos para os dirigentes atingidos.

Pior ainda, se considerarmos um aspecto desta trama que tem andado oculto ou esquecido.

De facto, o D.L. 127/05, de 5 de Agosto bem como a Portaria que o regulamentou, em nada nos permitem dizer que a legislação sobre as ZIF lhes recusa personalidade jurídica, isto é, no fundo, a plena e exclusiva responsabilização e plenitude de direitos dos produtores florestais na iniciativa, condução e gestão em comum dos seus interesses integrantes das ZIF.

Quero dizer que os tais certos “dirigentes” é que querem fazer crer isso, para… para poderem impingir-se como gestores e salvadores das ZIF, que sem eles não valeriam nada, porque as associações florestais anteriores às ZIF, essas, sim, é que têm personalidade jurídica, que elas e eles fazem o favor de emprestar às ZIF.

É um absurdo, claro, mas serve para neutralizar os produtores florestais e, simultaneamente, para desacreditar os serviços regionais e centrais da Direcção-Geral dos Recursos Florestais, que esses dirigentes culpam das interpretações do D.L. 127/05 desfavoráveis às ZIF e aos produtores florestais.

Assim vão conseguindo enredar tudo e todos numa trama de suspeições que começam a ameaçar a consolidação do movimento de crescimento das ZIF e o futuro da floresta portuguesa.

Mas também é claro que eles vão sendo objecto da desconfiança dos responsáveis da D.G.R.F., porque não param agora esses tais “dirigentes” de se queixarem de encontrarem cada vez mais “má vontade” dos responsáveis da D.G.R.F. para os seus projectos efectivamente ameaçadores do futuro da ZIF e dos interesses e direitos dos produtores florestais.

A arma favorita deles são os projectos de “regulamentos internos” das ZIF, de que fazem conscientemente os instrumentos perfeitos do controlo e estrangulamento delas.

Precisam mesmo duns açoites!

Ainda que açoites incruentos, açoites morais apenas… dados com força, sobretudo a força de convicções fortes e duma análise serena, mas implacável.

A.C.R.

Nota – Publicaremos e responderemos aos textos que nos forem enviados sobre o tema das ZIF, concordantes ou discordantes dos nossos pontos de vista.

Etiquetas: , , , ,


This page is powered by Blogger. Isn't yours?

  • Página inicial





  • Google
    Web Aliança Nacional