2011/01/26
E ela ganhou
E pronto, lá foram as Misses.
Como se esperava e eles mereciam, lá ganhou a Miss Abstenção com 53%. Ou seja, foram mais os que não votaram do que os que votaram. Até que participação percentual é que umas eleições são legítimas e representativas? 47%? 40%? 30%? 20%?
Não se falou, obviamente, da situação miserável da economia nacional provocada pelo despesismo estatal ao longo de anos e anos, e muito menos da hipotética requisição dos serviços do FBI, perdão, do FMI. E ainda menos da miserável situação demográfica portuguesa, pois são todas questões que nada interessam a um candidato a PR, como é bom de ver.
Há 5 anos atrás, Cavaco Silva falava no distrito da Guarda sobre a contínua baixa natalidade em Portugal e perguntava que podiam os portugueses fazer para ter mais filhos. Ora, se ele não sabe, quem é que pode saber? Talvez não tenham que fazer muito: apenas deixar de fazer algumas coisas.
manuelbras@portugalmail.pt
Como se esperava e eles mereciam, lá ganhou a Miss Abstenção com 53%. Ou seja, foram mais os que não votaram do que os que votaram. Até que participação percentual é que umas eleições são legítimas e representativas? 47%? 40%? 30%? 20%?
Não se falou, obviamente, da situação miserável da economia nacional provocada pelo despesismo estatal ao longo de anos e anos, e muito menos da hipotética requisição dos serviços do FBI, perdão, do FMI. E ainda menos da miserável situação demográfica portuguesa, pois são todas questões que nada interessam a um candidato a PR, como é bom de ver.
Há 5 anos atrás, Cavaco Silva falava no distrito da Guarda sobre a contínua baixa natalidade em Portugal e perguntava que podiam os portugueses fazer para ter mais filhos. Ora, se ele não sabe, quem é que pode saber? Talvez não tenham que fazer muito: apenas deixar de fazer algumas coisas.
manuelbras@portugalmail.pt
Etiquetas: Eleições presidenciais, FMI
2011/01/17
O Concurso das Misses
Aproxima-se o Concurso das Misses. Em uma ou duas mãos.
Numa campanha sem chama nem ponta de entusiasmo perante o alheamento geral, a vitória está garantida para a coligação PS/BE, com 4 candidatos. Desses 4 candidatos, o mais provável vencedor é a Fraca Figura que, como qualquer outro que ganhasse em seu lugar, continuará a garantir a estabilidade e a continuidade da “cooperação estratégica”. Aliás, o que o País mais precisa neste momento é de estabilidade para continuar o venturoso caminho dos últimos anos. Que não venha um qualquer visionário interromper a continuidade.
De parabéns está o PC com 2 candidatos a concorrer, que, embora não indo ganhar, mostram como a coisa soviética ainda não morreu por cá.
Perante a hipótese real de muitos portugueses se baldarem ao concurso, em número recorde, alguns candidatos, como a Fraca Figura, lembraram-se de alvitrar que aqueles que o fizerem estão a desprezar o futuro das “novas gerações”. Ora aí está mais um engano da Fraca Figura. O que despreza o futuro das novas gerações não é a abstenção, é o facto de serem cada vez mais escassas: com 100 mil crianças a nascer por ano e ainda por cima “educadas” pelo “estado social”, não vão a lado nenhum. O que a abstenção despreza, isso sim, é a Fraca Figura e todas as demais figuras que se apresentam a concurso. E isso é bem merecido. É o castigo que merecem. No fim de contas, eles precisam muito mais dos eleitores do que os eleitores precisam deles.
Perante a constatação de que nenhum dos candidatos tem o perfil que interessa ao País, como até são prejudiciais, a única atitude honesta e patriótica é fazer com que eles percebam de uma vez por todas que não prestam e se vão embora da política. Temos de acabar de uma vez por todas com a praga dos políticos e governantes que merecemos. Se estes são aqueles que merecemos, então temos que procurar os que não merecemos, porque estes não prestam.
Uma estrondosa abstenção contribuirá para despoletar um processo de renovação e limpeza de um sistema viciado sempre pelos mesmos.
Uma estrondosa abstenção é a forma eficaz de correr com a má moeda.
Uma estrondosa abstenção é a melhor forma de coroar o centenário da república.
Ajude a única mulher concorrente a ganhar as eleições: a Abstenção!
manuelbras@portugalmail.pt
Numa campanha sem chama nem ponta de entusiasmo perante o alheamento geral, a vitória está garantida para a coligação PS/BE, com 4 candidatos. Desses 4 candidatos, o mais provável vencedor é a Fraca Figura que, como qualquer outro que ganhasse em seu lugar, continuará a garantir a estabilidade e a continuidade da “cooperação estratégica”. Aliás, o que o País mais precisa neste momento é de estabilidade para continuar o venturoso caminho dos últimos anos. Que não venha um qualquer visionário interromper a continuidade.
De parabéns está o PC com 2 candidatos a concorrer, que, embora não indo ganhar, mostram como a coisa soviética ainda não morreu por cá.
Perante a hipótese real de muitos portugueses se baldarem ao concurso, em número recorde, alguns candidatos, como a Fraca Figura, lembraram-se de alvitrar que aqueles que o fizerem estão a desprezar o futuro das “novas gerações”. Ora aí está mais um engano da Fraca Figura. O que despreza o futuro das novas gerações não é a abstenção, é o facto de serem cada vez mais escassas: com 100 mil crianças a nascer por ano e ainda por cima “educadas” pelo “estado social”, não vão a lado nenhum. O que a abstenção despreza, isso sim, é a Fraca Figura e todas as demais figuras que se apresentam a concurso. E isso é bem merecido. É o castigo que merecem. No fim de contas, eles precisam muito mais dos eleitores do que os eleitores precisam deles.
Perante a constatação de que nenhum dos candidatos tem o perfil que interessa ao País, como até são prejudiciais, a única atitude honesta e patriótica é fazer com que eles percebam de uma vez por todas que não prestam e se vão embora da política. Temos de acabar de uma vez por todas com a praga dos políticos e governantes que merecemos. Se estes são aqueles que merecemos, então temos que procurar os que não merecemos, porque estes não prestam.
Uma estrondosa abstenção contribuirá para despoletar um processo de renovação e limpeza de um sistema viciado sempre pelos mesmos.
Uma estrondosa abstenção é a forma eficaz de correr com a má moeda.
Uma estrondosa abstenção é a melhor forma de coroar o centenário da república.
Ajude a única mulher concorrente a ganhar as eleições: a Abstenção!
manuelbras@portugalmail.pt
Etiquetas: Eleições presidenciais
2010/11/16
A resposta que eles merecem
A resposta que os dois candidatos presidenciais já garantidos merecem é que não merecem a estafa de ir votar neles.
Cavaco Silva já demonstrou, em tudo o que toca a questões sociais, que não são de menos como alguns afirmam, porque também não são de menos para os que estão do outro lado da contenda, ser uma contradição entre palavras e acções. Manuel Alegre, no seu lugar, não teria dito nada do que ele disse, mas teria feito tudo o que Cavaco Silva fez. Em termos práticos, são iguais. Desiluda-se o “centro-direita”. Se Cavaco Silva está preocupado em agradar ao eleitorado do Manuel Alegre, então o eleitorado do Manuel Alegre que vote em Cavaco Silva. É simples.
Além do mais, Cavaco Silva o que promete é estabilidade. E o que tem havido em Portugal senão estabilidade? Meus amigos, estabilidade é isto que temos. Ele promete o que já existe: a continuidade de um País moribundo, vítima de políticos habilidosos, irresponsáveis e incompetentes.
Manuel Alegre é bastante mais ruidoso, ideológico e determinado. Pode destoar de Cavaco Silva em alinhamentos com ataques do Estado “social” à propriedade e iniciativa privada, ou seja, à liberdade da sociedade civil. Mas, se isso acontecer, pode fazer acordar o centro-direita dorminhoco e desencadear uma militância política e social que já há muito faz falta. Há males que vêm por bem.
O argumento do mal menor não convence. Os resultados estão à vista: tudo com males menores.
Tão odiável é a ideologia de Manuel Alegre como a falta de ideias e princípios de Cavaco Silva.
Eles precisam mais dos portugueses do que os portugueses precisam deles. Não temos nada a perder. E como eles não merecem confiança porque já mostraram o que são, a resposta que merecem é o castigo.
Vamos castigá-los com a abstenção.
manuelbras@portugalmail.pt
Cavaco Silva já demonstrou, em tudo o que toca a questões sociais, que não são de menos como alguns afirmam, porque também não são de menos para os que estão do outro lado da contenda, ser uma contradição entre palavras e acções. Manuel Alegre, no seu lugar, não teria dito nada do que ele disse, mas teria feito tudo o que Cavaco Silva fez. Em termos práticos, são iguais. Desiluda-se o “centro-direita”. Se Cavaco Silva está preocupado em agradar ao eleitorado do Manuel Alegre, então o eleitorado do Manuel Alegre que vote em Cavaco Silva. É simples.
Além do mais, Cavaco Silva o que promete é estabilidade. E o que tem havido em Portugal senão estabilidade? Meus amigos, estabilidade é isto que temos. Ele promete o que já existe: a continuidade de um País moribundo, vítima de políticos habilidosos, irresponsáveis e incompetentes.
Manuel Alegre é bastante mais ruidoso, ideológico e determinado. Pode destoar de Cavaco Silva em alinhamentos com ataques do Estado “social” à propriedade e iniciativa privada, ou seja, à liberdade da sociedade civil. Mas, se isso acontecer, pode fazer acordar o centro-direita dorminhoco e desencadear uma militância política e social que já há muito faz falta. Há males que vêm por bem.
O argumento do mal menor não convence. Os resultados estão à vista: tudo com males menores.
Tão odiável é a ideologia de Manuel Alegre como a falta de ideias e princípios de Cavaco Silva.
Eles precisam mais dos portugueses do que os portugueses precisam deles. Não temos nada a perder. E como eles não merecem confiança porque já mostraram o que são, a resposta que merecem é o castigo.
Vamos castigá-los com a abstenção.
manuelbras@portugalmail.pt
Etiquetas: Eleições presidenciais
2010/07/06
Um robot na presidência?
Manuel Brás
Podemos dar por certo que, em termos práticos, não haverá diferenças entre Cavaco Silva e Manuel Alegre. Ambos deixarão passar, certamente por razões diferentes, que vão desde a convicção ao medo, todos os diplomas que tiverem como resultado a destruição da coesão social assente na família, de modo especial a eutanásia e o mais que a engenharia social e o totalitarismo da esquerda determinarem.
Talvez haja uma pequena diferença: Alegre poderá espingardar alguma vez com o mundo do capital, como ex-militar que é (e que militar...), mas nada mais do que isso.
A diferença está por trás, não está à vista. Mas, pela experiência dos últimos 5 anos é imperioso reconhecer que essa diferença estriba em que Cavaco Silva se comportou como um verdadeiro robot.
Um homem que faz o contrário daquilo que diz que pensa, repetidas vezes, não é um homem livre. Cavaco Silva mostrou não ser um homem livre: é um homem emparedado, arbitrariamente limitado, intimidado, programado. Aquilo que ele fez podia ter sido feito por um vulgar computador ou robot.
É por isto que é inútil votar em Cavaco Silva, porque é votar num homem que não é livre, porque é votar num homem que trai, num troca-tintas. É igualmente inútil votar em Alegre ou Nobre porque, na prática, o resultado é o mesmo.
Podemos dar por certo que, em termos práticos, não haverá diferenças entre Cavaco Silva e Manuel Alegre. Ambos deixarão passar, certamente por razões diferentes, que vão desde a convicção ao medo, todos os diplomas que tiverem como resultado a destruição da coesão social assente na família, de modo especial a eutanásia e o mais que a engenharia social e o totalitarismo da esquerda determinarem.
Talvez haja uma pequena diferença: Alegre poderá espingardar alguma vez com o mundo do capital, como ex-militar que é (e que militar...), mas nada mais do que isso.
A diferença está por trás, não está à vista. Mas, pela experiência dos últimos 5 anos é imperioso reconhecer que essa diferença estriba em que Cavaco Silva se comportou como um verdadeiro robot.
Um homem que faz o contrário daquilo que diz que pensa, repetidas vezes, não é um homem livre. Cavaco Silva mostrou não ser um homem livre: é um homem emparedado, arbitrariamente limitado, intimidado, programado. Aquilo que ele fez podia ter sido feito por um vulgar computador ou robot.
É por isto que é inútil votar em Cavaco Silva, porque é votar num homem que não é livre, porque é votar num homem que trai, num troca-tintas. É igualmente inútil votar em Alegre ou Nobre porque, na prática, o resultado é o mesmo.
Etiquetas: (In)definições de Cavaco Silva, Eleições presidenciais, Em Defesa da Vida
2010/06/29
Portugal Maior?
Manuel BrásEm que é que Portugal está hoje maior que em 2006?
Só se for no aborto, na agenda homossexual, no declínio demográfico, no desemprego e na tirania. Ou seja, na destruição progressista e modernaça da sociedade.
É por tudo isto que é inútil votar em 2011 em Cavaco Silva. Ele não merece. O que merece é ser castigado. O mesmo se aplica ao Manuel de Argel e ao Fernando Nobre, que teriam feito exactamente o mesmo.
Não votar em nenhum destes já é uma boa resolução. Daí para a frente há várias possibilidades…
Etiquetas: (In)definições de Cavaco Silva, Eleições presidenciais
2010/06/09
Esquerda e Direita: a última diferença
Manuel Brás
A última incoerência do Prof. Cavaco Silva deu azo, mais uma vez, a comentários políticos sobre a direita que ele, os Profs. Marcelos, Ferreiras Leites, Paulos Portas, Teresas Caeiros, etc, dizem representar.
Mas a pergunta que se impõe na verdade é esta: essa direita, na realidade, existe? É óbvio que não. É apenas virtual. Dá para eleger uns deputados? Sem dúvida, mas isso não incomoda a esquerda. Não tem qualquer poder perante a máquina do Estado, absolutamente dominada pela esquerda. Essa direita até pode estar no governo, mas não está no poder, o que é bem diferente. Essa direita não tem, hoje, a capacidade de mudar uma vírgula na política portuguesa, nem de dar outro rumo aos destinos do país.
Um Presidente que tem que fazer o contrário daquilo que preconiza para se manter à tona é a prova inequívoca de que não tem poder. Aqueles que votaram nele, afinal não votaram nele mas num poder desconhecido que o emparedou.
Essa Direita nem sequer é capaz de combater pelos seus princípios e convicções, se é que os tem, no terreno público e político. Essa Direita nem sequer consegue mandar para a rua uma centena de manifestantes a protestar contra a maior injustiça que o Estado jamais exerceu sobre os contribuintes portugueses: aumentar os impostos para continuar a pagar esse poço sem fundo que é o défice do Estado, provocado por anos e anos de má gestão e utilização pela esquerda que é quem o domina. Todos sabem que o Estado, e o que é chamado “público”, é propriedade privada da esquerda.
Essa Direita tem responsabilidade mas mostra não ter convicções. A esquerda tem convicções mas mostra não ter responsabilidade. Não faz, por isso, sentido tentar estabelecer hoje, em Portugal, uma distinção entre direita e esquerda, porque uma delas simplesmente não existe.
Se o Prof. Cavaco Silva procedeu como procedeu com medo de perder as próximas eleições, então os partidários do Dr. Manuel Alegre que votem nele.
Eleitoralmente, talvez ainda exista uma diferença entre direita e esquerda em Portugal: a esquerda defende ferozmente as suas convicções, a direita engana e ofende os seus eleitores.
A última incoerência do Prof. Cavaco Silva deu azo, mais uma vez, a comentários políticos sobre a direita que ele, os Profs. Marcelos, Ferreiras Leites, Paulos Portas, Teresas Caeiros, etc, dizem representar.
Mas a pergunta que se impõe na verdade é esta: essa direita, na realidade, existe? É óbvio que não. É apenas virtual. Dá para eleger uns deputados? Sem dúvida, mas isso não incomoda a esquerda. Não tem qualquer poder perante a máquina do Estado, absolutamente dominada pela esquerda. Essa direita até pode estar no governo, mas não está no poder, o que é bem diferente. Essa direita não tem, hoje, a capacidade de mudar uma vírgula na política portuguesa, nem de dar outro rumo aos destinos do país.
Um Presidente que tem que fazer o contrário daquilo que preconiza para se manter à tona é a prova inequívoca de que não tem poder. Aqueles que votaram nele, afinal não votaram nele mas num poder desconhecido que o emparedou.
Essa Direita nem sequer é capaz de combater pelos seus princípios e convicções, se é que os tem, no terreno público e político. Essa Direita nem sequer consegue mandar para a rua uma centena de manifestantes a protestar contra a maior injustiça que o Estado jamais exerceu sobre os contribuintes portugueses: aumentar os impostos para continuar a pagar esse poço sem fundo que é o défice do Estado, provocado por anos e anos de má gestão e utilização pela esquerda que é quem o domina. Todos sabem que o Estado, e o que é chamado “público”, é propriedade privada da esquerda.
Essa Direita tem responsabilidade mas mostra não ter convicções. A esquerda tem convicções mas mostra não ter responsabilidade. Não faz, por isso, sentido tentar estabelecer hoje, em Portugal, uma distinção entre direita e esquerda, porque uma delas simplesmente não existe.
Se o Prof. Cavaco Silva procedeu como procedeu com medo de perder as próximas eleições, então os partidários do Dr. Manuel Alegre que votem nele.
Eleitoralmente, talvez ainda exista uma diferença entre direita e esquerda em Portugal: a esquerda defende ferozmente as suas convicções, a direita engana e ofende os seus eleitores.
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2010/06/01
Abstenção é solução
Manuel Brás
A aberração lógica com que Cavaco Silva justificou a “passagem” do diploma que confere o título de casamento às uniões homossexuais, juntamente com outras aberrações semelhantes a propósito dos diplomas sobre a facilitação do aborto, do divórcio e da utilização de embriões humanos como cobaias, faz pensar na inutilidade do voto neste senhor. Neste e nos outros candidatos, que teriam feito exactamente o mesmo: deixado passar todos estes diplomas. Mas este – Cavaco Silva – tem uma particularidade especialmente aberrante: procede exactamente ao contrário daquilo que diz ser o seu pensamento e a sua convicção. E, com certeza, fará o mesmo em relação à eutanásia, se para tal tiver hipótese.
No fundo, este senhor representa a negação da política enquanto combate por convicções. Não existe política neutra. Há sempre afirmação e/ou negação de valores por trás de qualquer atitude política. Ou será que ele ainda não percebeu isso?
O que tem piada é que ele assume que as suas convicções valem menos que as convicções contrárias: “Há momentos na vida de um País em que a ética da responsabilidade tem de ser colocada acima das convicções pessoais de cada um”, excepto se essas convicções pessoais forem da esquerda.
Mas será que ele não percebe que do outro lado também há convicções pessoais, contrárias e interessadas? Mais difícil ainda é perceber como é que a crise económica impede vetar este diploma. Então os proponentes do diploma são tão irresponsáveis que não estão preocupados com a crise económica e com a instabilidade que daí possa vir?
É certo que as leis sobre o divórcio, o “casamento” gay, e outras do estilo, não dizem nada a uma boa parte dos portugueses, talvez a maioria, que se estão “nas tintas”, de ombros encolhidos em relação a tudo isso. Muitos portugueses são hoje gente de ombros encolhidos...
Mas, também para esses, Cavaco Silva não acrescenta nada. Aliás, os candidatos não acrescentam nada uns em relação aos outros, seja nas políticas sociais, seja na economia, impostos e poderes do Estado.
No entanto, é errado pensar que a legislação em matéria de costumes não tem importância, algo a que se pode encolher os ombros. Se não tivesse importância, certos poderes e forças políticas não legislavam sobre esses assuntos. Porque é que para uns tem importância suprema e para outros não tem importância? Dizer que não tem importância é a desculpa cobarde daqueles que não sabem ou não podem combater por instituições e valores que garantem a nossa sobrevivência enquanto sociedade e civilização. E hoje há muitos desses na política: gente que acha que não vale a pena chatear-se por causas destas. Então vale a pena chatear-se por quê? Curiosamente, a esquerda acha que por essas causas vale sempre a pena chatear-se... e chatear os outros.
É por isso que, não havendo alternativas entre os que, como Alegre e Nobre, apoiam activamente a destruição da coesão social, e os que, como Cavaco Silva, dizem uma coisa, mas na hora da verdade fazem o contrário, o melhor é a abstenção.
Uma forte abstenção é a lição que eles merecem. As palavras são inúteis. Só a abstenção lhes ensinará que não prestam.
Vamos dar-lhes uma lição. Eles não merecem a estafa. Eles precisam mais de nós do que nós precisamos deles.
Com a abstenção derrotam-se todos duma assentada, sem ter que sair de casa.
Neste caso concreto, a abstenção é um dever cívico e patriótico, porque ajuda a correr com a má moeda da política portuguesa.
Mas, se o leitor é daqueles que acha esta gente não merece assim tanta indiferença, que até nem são maus rapazes, então tem uma solução igualitária, como eles gostam: vote em todos eles.
A aberração lógica com que Cavaco Silva justificou a “passagem” do diploma que confere o título de casamento às uniões homossexuais, juntamente com outras aberrações semelhantes a propósito dos diplomas sobre a facilitação do aborto, do divórcio e da utilização de embriões humanos como cobaias, faz pensar na inutilidade do voto neste senhor. Neste e nos outros candidatos, que teriam feito exactamente o mesmo: deixado passar todos estes diplomas. Mas este – Cavaco Silva – tem uma particularidade especialmente aberrante: procede exactamente ao contrário daquilo que diz ser o seu pensamento e a sua convicção. E, com certeza, fará o mesmo em relação à eutanásia, se para tal tiver hipótese.
No fundo, este senhor representa a negação da política enquanto combate por convicções. Não existe política neutra. Há sempre afirmação e/ou negação de valores por trás de qualquer atitude política. Ou será que ele ainda não percebeu isso?
O que tem piada é que ele assume que as suas convicções valem menos que as convicções contrárias: “Há momentos na vida de um País em que a ética da responsabilidade tem de ser colocada acima das convicções pessoais de cada um”, excepto se essas convicções pessoais forem da esquerda.
Mas será que ele não percebe que do outro lado também há convicções pessoais, contrárias e interessadas? Mais difícil ainda é perceber como é que a crise económica impede vetar este diploma. Então os proponentes do diploma são tão irresponsáveis que não estão preocupados com a crise económica e com a instabilidade que daí possa vir?
É certo que as leis sobre o divórcio, o “casamento” gay, e outras do estilo, não dizem nada a uma boa parte dos portugueses, talvez a maioria, que se estão “nas tintas”, de ombros encolhidos em relação a tudo isso. Muitos portugueses são hoje gente de ombros encolhidos...
Mas, também para esses, Cavaco Silva não acrescenta nada. Aliás, os candidatos não acrescentam nada uns em relação aos outros, seja nas políticas sociais, seja na economia, impostos e poderes do Estado.
No entanto, é errado pensar que a legislação em matéria de costumes não tem importância, algo a que se pode encolher os ombros. Se não tivesse importância, certos poderes e forças políticas não legislavam sobre esses assuntos. Porque é que para uns tem importância suprema e para outros não tem importância? Dizer que não tem importância é a desculpa cobarde daqueles que não sabem ou não podem combater por instituições e valores que garantem a nossa sobrevivência enquanto sociedade e civilização. E hoje há muitos desses na política: gente que acha que não vale a pena chatear-se por causas destas. Então vale a pena chatear-se por quê? Curiosamente, a esquerda acha que por essas causas vale sempre a pena chatear-se... e chatear os outros.
É por isso que, não havendo alternativas entre os que, como Alegre e Nobre, apoiam activamente a destruição da coesão social, e os que, como Cavaco Silva, dizem uma coisa, mas na hora da verdade fazem o contrário, o melhor é a abstenção.
Uma forte abstenção é a lição que eles merecem. As palavras são inúteis. Só a abstenção lhes ensinará que não prestam.
Vamos dar-lhes uma lição. Eles não merecem a estafa. Eles precisam mais de nós do que nós precisamos deles.
Com a abstenção derrotam-se todos duma assentada, sem ter que sair de casa.
Neste caso concreto, a abstenção é um dever cívico e patriótico, porque ajuda a correr com a má moeda da política portuguesa.
Mas, se o leitor é daqueles que acha esta gente não merece assim tanta indiferença, que até nem são maus rapazes, então tem uma solução igualitária, como eles gostam: vote em todos eles.
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2010/05/24
Coerência na Incoerência
Manuel Brás
A resolução do Sr. Cavaco Silva de promulgar o diploma que confere o título de casamento às uniões homossexuais não deve espantar. O contrário é que seria surpreendente e estranho nele.
De facto, este senhor, desde 2006, levou golos por todos os cantos: procriação medicamente assistida, facilitação do divórcio, do aborto, e agora os “casamentos” gay. Não havia razão nenhuma para vetar este diploma. Foi coerente na incoerência.
O que revela, por outro lado, pouco sentido do ridículo. Ele não vê as figuras que faz quando critica diplomas que aprova? A incoerência não tem saída. O PS e a esquerda gozam o prato em silêncio.
Tomou a decisão mais fácil, de modo a desiludir aqueles que sabe a priori que não se vão vingar, nem vão colocar entraves a uma possível reeleição. Se fosse ao contrário, não seria assim, ele teria uma campanha assanhada contra ele. O medo é que mais ordena na política.
O que fez este senhor que não tivesse feito o Manuel Alegre? Não há diferença.
É por todas estas que o melhor é não ir votar nas próximas eleições presidenciais.
Uma abstenção massiva é a melhor forma de mostrar o que estes políticos valem e merecem.
Doutra forma eles não aprendem.
A resolução do Sr. Cavaco Silva de promulgar o diploma que confere o título de casamento às uniões homossexuais não deve espantar. O contrário é que seria surpreendente e estranho nele.
De facto, este senhor, desde 2006, levou golos por todos os cantos: procriação medicamente assistida, facilitação do divórcio, do aborto, e agora os “casamentos” gay. Não havia razão nenhuma para vetar este diploma. Foi coerente na incoerência.
O que revela, por outro lado, pouco sentido do ridículo. Ele não vê as figuras que faz quando critica diplomas que aprova? A incoerência não tem saída. O PS e a esquerda gozam o prato em silêncio.
Tomou a decisão mais fácil, de modo a desiludir aqueles que sabe a priori que não se vão vingar, nem vão colocar entraves a uma possível reeleição. Se fosse ao contrário, não seria assim, ele teria uma campanha assanhada contra ele. O medo é que mais ordena na política.
O que fez este senhor que não tivesse feito o Manuel Alegre? Não há diferença.
É por todas estas que o melhor é não ir votar nas próximas eleições presidenciais.
Uma abstenção massiva é a melhor forma de mostrar o que estes políticos valem e merecem.
Doutra forma eles não aprendem.
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