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2005/05/19

Horizontes de Paz
A grande aliança anunciada (V) 

Não tem que estranhar-se o papel que na vida política dos países e do mundo reconhecemos à Igreja e ao Cristianismo.

Tudo o que determina, condiciona ou inspira a cultura e o viver dos homens – como é o caso - reflecte-se inevitável e invariavelmente nos comportamentos políticos, por mais que nacional-racistas, agnósticos, ateus e iluministas radicais sonhem e lutem para limitar a Igreja às “sacristias”.

Muitos acontecimentos dos últimos anos, culminados em quanto se passou, a nível mundial, nos meses finais da vida de João Paulo II e com a eleição de Bento XVI, mostram que o mundo político está hoje bastante mais lúcido e realista do que nos tempos do jacobinismo triunfante ou, em Portugal, também nos tempos do republicanismo anticlerical de 1900/1920 e mesmo nalgumas graves manifestações dos primeiros tempos do PREC, em 1974-75.

No mundo político mais lúcido e mais realista de hoje parece, de facto, compreender-se cada vez mais alargadamente, sem necessidade de imposições de nenhuma espécie, que a Igreja – as Igrejas cristãs em geral – não é inimiga da sociedade nem do Estado, mas antes fonte e garante de Paz e de progresso.

Tal quer dizer que a Igreja é hoje reconhecida como promotora incontornável de paz social e do equilíbrio mundial de poderes, que todos querem ter consigo como aliada e com a qual todos gostam de mostrar-se.

Não se esqueça que a Igreja foi também um dos maiores vencedores da Guerra Fria.

A Igreja é, assim, talvez a aliada mais desejada e respeitada e aquela que menos desconforto causa a quem quer que seja.

Reconheça-se que esse estatuto confere à Igreja uma responsabilidade possivelmente maior que nunca na fidelidade à doutrina do Fundador.

Quando, pois, se pede à Igreja que ela ceda em pontos essenciais da Doutrina, como sejam a defesa intransigente da Vida e dos mais fracos, está-se pura e simplesmente a pretender que a Igreja fraqueje ela própria naquilo que a torna mais credível e respeitada e por isso forte.

Se o fizesse, a Igreja estaria a tornar-se imprestável para o que quer que fosse, por desacreditada aos olhos das multidões dos seus fiéis e admiradores, que são a demonstração da sua força e, portanto, do seu peso como aliada na grande Aliança para a Paz e a segurança no Mundo.

Quando ela se recusa a transigir na defesa da Vida dos mais indefesos e na guerra ao aborto, todos deveriam perceber que é por isso, precisamente, que ela justifica a dedicação e a confiança de tantos e demonstra ser uma aliada fiável, a mais fiável de todas exactamente porque não muda no que continua a ser o essencial.

Com a Igreja nesse ponto, quem temerá, pois, ser acusado de conservador ou reaccionário, se hoje o que é banal consiste em ser precisamente o contrário?

Quem quereria cataventos para aliados ou defensores?

A.C.R.


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I, II, III e IV

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