2005/12/06
Qual é, em Portugal, o verdadeiro combate político do futuro próximo?
Como seria de esperar, todos os candidatos de esquerda à eleição presidencial são contra a presidencialização do regime.
Ou porque o País não precisa de mais autoridade.
Ou porque seria um perigo (mas Soares não diz em quê).
Ou porque a Constituição já assegura ao Presidente poderes bastantes, dizem todos.
Ou porque seria uma enorme e ameaçadora vitória da direita – dizem alguns.
E – não o dizem mas pensam-no, naturalmente todos – porque é fundamental que não seja a direita a salvar o país.
Como se o País, na conjuntura presente, pudesse esperar outra coisa.
Também Paulo Portas acabou por decidir-se a intervir publicamente sobre a matéria, quebrando um longo silêncio.
Explicando que, um ano após a dissolução da Assembleia da República, retoma os seus ”direitos de cidadania” para insistir na necessidade de uma nova Constituição, “programática liberal e não socializante”, pois a lei fundamental Portuguesa “é um factor de bloqueio ao desenvolvimento e à competitividade do país”.
“Portugal – disse Paulo Portas – continua ancorado, atado a regras dogmáticas completamente ultrapassadas, tem uma Constituição errada, pelo que Portugal precisa de uma nova partida e de um novo princípio.
“É a única maneira de escapar ao declínio histórico que está a viver e esse novo princípio e essa nova partida, a meu ver, significam uma nova Constituição”.
Terá Paulo Portas querido vir demonstrar que já percebeu, e está disposto a enfrentá-lo, qual é o verdadeiro combate do futuro próximo?
A.C.R.
Ou porque o País não precisa de mais autoridade.
Ou porque seria um perigo (mas Soares não diz em quê).
Ou porque a Constituição já assegura ao Presidente poderes bastantes, dizem todos.
Ou porque seria uma enorme e ameaçadora vitória da direita – dizem alguns.
E – não o dizem mas pensam-no, naturalmente todos – porque é fundamental que não seja a direita a salvar o país.
Como se o País, na conjuntura presente, pudesse esperar outra coisa.
Também Paulo Portas acabou por decidir-se a intervir publicamente sobre a matéria, quebrando um longo silêncio.
Explicando que, um ano após a dissolução da Assembleia da República, retoma os seus ”direitos de cidadania” para insistir na necessidade de uma nova Constituição, “programática liberal e não socializante”, pois a lei fundamental Portuguesa “é um factor de bloqueio ao desenvolvimento e à competitividade do país”.
“Portugal – disse Paulo Portas – continua ancorado, atado a regras dogmáticas completamente ultrapassadas, tem uma Constituição errada, pelo que Portugal precisa de uma nova partida e de um novo princípio.
“É a única maneira de escapar ao declínio histórico que está a viver e esse novo princípio e essa nova partida, a meu ver, significam uma nova Constituição”.
Terá Paulo Portas querido vir demonstrar que já percebeu, e está disposto a enfrentá-lo, qual é o verdadeiro combate do futuro próximo?
A.C.R.