<$BlogRSDUrl$>

2004/03/15

A propósito da tragédia de Madrid. Dos “comboios da morte”: “Paralelismos” históricos. 

Não, não vou estabelecer paralelismos entre o “11 de Março” de Madrid e o eclodir da Guerra Civil em 1936.

Não cometeria o péssimo gosto de uns esquerdistas que já publicamente quiseram estabelecer associações de ideias, insinuando que a manifestação nacional de hoje (escrevo a 12 de Março) em Madrid, logo à tarde, lhes parece ter qualquer coisa de “fascizante”, o que, no linguajar deles, deve querer dizer que, a seus olhos, a manifestação bem pode ter qualquer coisa do “Levantamiento!” .

Não, não há, não pode haver relação alguma.

Primeiro, porque nem sequer se pode adivinhar o que daí vem, da manifestação, quanto a votos nas eleições.

Segundo, porque hoje os Europeus estamos todos do mesmo lado, não há entre nós cisões graves, como em 1936, quando a Europa estava profundamente dividida contra si própria.

Nem sequer as divergências em relação à América, que, muitos o proclamam, contêm em si o perigo de vir a transformar-se em cisão entre Europeus, sejam os cidadãos, sejam os Países, as Nações ou os Estados.

Depois, em terceiro lugar, também não há semelhança alguma com a situação em 1936, porque o inimigo que então tínhamos do outro lado a ameaçar a Europa de destruição, isto é, a URSS, era um verdadeiro filho de certos “genes” históricos e culturais europeus, vinha directamente de algo que existia dentro de nós e que, por isso, facilmente nos dividia e desorientava contra nós próprios.

Por esse lado, ou sob esse aspecto, a situação é hoje muito menos perigosa para a Europa e os Europeus e muito mais fácil de ultrapassar.

Ou seja, o adversário de então, a URSS, tinha dentro da própria Europa, em cada País, Nação ou Estado europeu, milhares e milhões de infiltrados, formando quintas colunas muito significativas e mesmo poderosas que tornavam a auto-defesa da identidade e dos interesses europeus, contra a estratégia de subversão da Europa, por dentro, comandada da URSS, infinitamente mais difícil que hoje.

Nem o maometismo ou os muçulmanos ou qualquer ideologia de origem extra-europeia nos pode actualmente minar e enfraquecer do mesmo modo.

Mas é evidente que não podemos, apesar disso, descansar.

Evidente, porquê?

Na verdade certas primeiras evidências podem fazer-nos correr riscos graves de ilusões muito perigosas.

Claro que não temos hoje, cá dentro da Europa, quintas colunas ideológicas filhas da nossa cultura, mas odiando a nossa cultura, com força para subverter a civilização que estrutura as nossas sociedades.

As ideologias que às vezes nos fazem ainda perigar, embora muito menos que há setenta anos, é certo que continuam a ser ideologias filhas nossas, da nossa própria cultura: certos radicalismos ambientalistas, por exemplo, certas formas ou projectos de mundialização ou de anti-mundialização, certos fundamentalismos políticos alimentados por isso tudo, etc.

Mas não se afigura que algum desses fenómenos culturais ou políticos represente, para já, perigo ou ameaça de perigo iminente.

O que pode representá-lo, sim, aos olhos de muita gente, são alguns “barris de pólvora” instalados em Países europeus, com origem na imigração maciça constituída por cidadãos comungando de ideologias/culturas estranhas à Europa, que não podem minar-nos senão pela força do número desses cidadãos, em geral ferozmente resistentes à assimilação.

É o caso da França e da Alemanha pelo menos, com os seus 5 ou 6 milhões de Magrebinos e 3 ou 4 milhões de Turcos, respectivamente.

Serão Países capazes, por si sós, de resolverem esses seus problemas?

A.C.R.

Etiquetas:


This page is powered by Blogger. Isn't yours?

  • Página inicial





  • Google
    Web Aliança Nacional