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2004/02/16

ABORTO E CONSCIÊNCIA - O PERIGO DAS VERDADES PARCELARES 




Do livro “Em Defesa da Vida”
Editado por Nova Arrancada, S.A.

NUNO SERRAS PEREIRA


O dever de seguir a consciência, mesmo quando errónea, leva alguns a pensar que 1. só se pode pecar quando se age contra a mesma e 2. perante alguém que aja de acordo com ela só nos resta inclinarmo-nos reverentemente sem nunca nos ser lícito opor-lhe resistência. Donde teríamos de concluir que os brutais SS responsáveis pelo holocausto dos Judeus, 1. estariam justificados e 2. não deveriam ser coagidos a respeitar os direitos dos outros; não só não poderiam ser recriminados mas teriam de ser louvados pela sua coerência! Obviamente isto é inaceitável. Mutatis mutandis o mesmo se passa com o aborto.
Consideremos dois pontos:

1. Também se pode pecar por negligenciar o dever grave de formar a cons-ciência. De facto, todos têm o dever de procurar a verdade e de, uma vez conhecida, a ela aderir procurando praticá-la: “Não basta dizer ao homem: ‘segue sempre a tua consciência’. É necessário acrescentar imediatamente e sempre: ‘pergunta-te se o que a tua consciência diz é verdadeiro ou falso e procura incansavelmente conhecer a verdade’. Se esta necessária precisão não fosse feita, o homem arriscar-se-ia a encontrar na sua consciência uma força destruidora da sua humanidade verdadeira em vez do lugar santo onde Deus lhe revela o seu verdadeiro bem”. (João Paulo II).

2. À lei civil compete-lhe assegurar “o respeito de alguns direitos fundamentais, que pertencem por natureza à pessoa e que qualquer lei positiva tem de reconhecer e garantir. Primeiro e fundamental [...] é o inviolável direito à vida de todo o ser humano inocente. A tolerância legal do aborto e da eutanásia não pode, de modo algum, fazer apelo ao respeito pela consciência dos outros, [...] porque a sociedade tem o direito e o dever de se defender contra os abusos que se possam verificar em nome da consciência e com o pretexto da liberdade”. (João Paulo II).

(Artigos publicados no Diário do Minho)

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